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sábado, 23 de março de 2013

Aula ministrada pelo Pr. Jeferson França para EBD da Assembléia de Deus em Londrina



Eliseu e a Escola de Profetas - Pr. Altair Germano



O estudo sobre a escola de profetas da época de Elias e Eliseu devem promover reflexões sobre a nossa atual condição no campo da educação cristã.

A EDUCAÇÃO NA BÍBLIA: UM BREVE RELATO HISTÓRICO
Desde as sociedades tribais pré-históricas, a família exerce um papel fundamental na educação dos filhos. A ausência do Estado, das classes, do comércio e da escrita, dispensava a existência de escolas. As crianças aprendiam com os adultos, em especial a família, questões que envolviam os valores espirituais e morais, assim como atividades práticas para a sua sobrevivência (trabalhos manuais, caça, pesca e etc).
Esse modelo de educação “informal” se estendeu por longos anos em sociedades nômades, seminômades e sedentárias, até o advento das grandes cidades, da escrita, das transformações técnicas, da produção excedente, da comercialização e dos inovadores pensamentos sobre política e democracia.
Numa perspectiva bíblica judaico-cristã, observamos este tipo de educação nos seguintes textos:
“Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado.” (Gn 18.19)
“E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou.” (Êx 12.26-27)
“E naquele mesmo dia farás saber a teu filho, dizendo: Isto é pelo que o Senhor me tem feito, quando eu saí do Egito. E te será por sinal sobre tua mão e por lembrança entre teus olhos, para que a lei do Senhor esteja em tua boca; porquanto com mão forte o Senhor te tirou do Egito.” (Êx 13.8-9)
“E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? Dir-lhe-ás: O Senhor nos tirou com mão forte do Egito, da casa da servidão.” (Êx 13.14)
“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” (Dt 6.6-9)
“Quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que significam os testemunhos, e estatutos e juízos que o Senhor nosso Deus vos ordenou? Então dirás a teu filho: Éramos servos de Faraó no Egito; porém o Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito;”(Dt 6.20-21)
“Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos. E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; E escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas; Para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra.” (Dt 11.18-21)
“E falou aos filhos de Israel, dizendo: Quando no futuro vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo: Que significam estas pedras? Fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou em seco este Jordão. Porque o Senhor vosso Deus fez secar as águas do Jordão diante de vós, até que passásseis, como o Senhor vosso Deus fez ao Mar Vermelho que fez secar perante nós, até que passássemos.” (Js 4.21-23)
Percebe-se que no período patriarcal a participação e a importância da família na preservação dos valores espirituais e morais do povo judeu era de fundamental importância.
A figura dos agentes especialmente destinados para a tarefa de ensinar surge com a instituição do sacerdócio:
“E falou o Senhor a Arão, dizendo: Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações; E para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, E para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado por meio de Moisés.” (Lv 10.8-11)
“Então o rei da Assíria mandou dizer: Levai ali um dos sacerdotes que transportastes de lá para que vá e habite ali, e lhes ensine a lei do deus da terra.” (2 Rs 17.27)
“No terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, Bene-Hail, Obadias, Zacarias, Netanel e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e com eles os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobadonias e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão. E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do Senhor; foram por todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo.” (2 Cr 17.7-9)
“E disse aos levitas que ensinavam a todo o Israel e estavam consagrados ao Senhor: Ponde a arca sagrada na casa que edificou Salomão, filho de Davi, rei de Israel; não tereis mais esta carga aos ombros; agora servi ao Senhor vosso Deus, e ao seu povo Israel.” (2 Cr 35.3)
Posteriormente, os profetas assumiram também essa tarefa:
“Então enviou Saul mensageiros para prenderem a Davi; quando eles viram a congregação de profetas profetizando, e Samuel a presidi-los, o Espírito de Deus veio sobre os mensageiros de Saul, e também eles profetizaram.” (1 Sm 19.20)
“E foram cinquenta homens dentre os filhos (discípulos) dos profetas, e pararam defronte deles, de longe; e eles dois pararam junto ao Jordão.” (2 Rs 2.7)
“Os filhos dos profetas disseram a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face é estreito demais para nós.” (2 Rs 6.1)
Durante e após o período do cativeiro na Babilônia, surge a figura do escriba, uma classe de mestres especializados, que copiavam, interpretavam e ensinavam a Lei:
“Este Esdras subiu de Babilônia. E ele era escriba hábil na lei de Moisés, que o Senhor Deus de Israel tinha dado; e segundo a mão de Senhor seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira. […] Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar e cumprir a lei do Senhor, e para ensinar em Israel os seus estatutos e as suas ordenanças.” (Ed 7.6, 10)
A partir de então as sinagogas tornam-se também centros de estudos (escola), onde o letramento e a aprendizagem geral são oferecidos.

DESAFIOS ATUAIS PARA A EDUCAÇÃO CRISTÃ NO CONTEXTO PENTECOSTAL ASSEMBLEIANO
A educação cristã de caráter teológico encontra na igreja suas mais fortes expressões nas escolas dominicais e nas escolas teológicas. Não são poucos os desafios que tais espaços educativos enfrentam na atualidade.
Começando pela Escola Dominical, há um crescente esforço por parte daqueles que entendem a sua importância para a igreja, que lutam para a sua contínua relevância ao atender as necessidades espirituais, morais, psicológicas e sociais dos alunos, cooperando com as famílias e pastores neste propósito.
Para manter-se firme neste propósito, é necessário para a ED, além de ter um excelente currículo (o da CPAD tem atendido tal requisito), rever suas práticas e métodos. É preciso se abrir para o novo sem abrir mão de princípios. É imperativo desfossilizar estruturas e professores.
Professores com profundidade nas Escrituras, cheios do Espírito Santo, comprometidos com o Reino, de caráter exemplar, e abertos para a necessidade de continuar desenvolvendo seus ministérios são fundamentais para a perpetuação da ED.
Superintendentes hábeis na arte de liderar e com domínio dos princípios norteadores da boa administração são essenciais. É fundamental a busca pela constante qualificação.
Com as novas tecnologias de comunicação e informação, e com o crescente processo de democratização do acesso a internet, os alunos esperam da ED, de seus superintendentes e professores, um diferencial que justifique a sua matrícula e permanência. Vale lembrar, que além dos saberes, os relacionamentos saudáveis são fundamentais para o processo educativo.
A Escola Dominical, em muitos lugares, é excludente, ou seja, se o aluno não se enquadra naquilo que ela oferece, ele fica de fora da mesma. Há portadores de necessidades especiais, estudantes e profissionais, que desejariam frequentar a ED, mas em razão de suas necessidades e realidades não podem assim fazer. Quais soluções pastores, superintendentes e professores estão buscando na superação da exclusão escolar?
Em se tratando do estudo teológico acadêmico (Escolas, Seminários, Faculdades, etc.), há também vários desafios. Saímos da total repressão, superamos a ditadura da ignorância, e agora passamos a testemunhar a banalização das instituições e vulgarização do ensino.
Multiplicam-se nas Assembleias de Deus as “Escolas Teológicas de Fundo de Quintal”, sem nenhuma estrutura, com diretores e professores sem qualificação para as funções, com um currículo improvisado, com livros textos e apostilas plagiadas e com o objetivo meramente mercadológico ou financeiro. A venda de diplomas é descarada e escancarada na internet.
O Conselho de Educação e Cultura da CGADB tem procurado cumprir o seu papel, aprovando, credenciando e assessorando as escolas que se enquadram em suas Diretrizes e Bases, regulamentando e norteando os aspectos administrativos e pedagógicos das mesmas, para que assim possam proporcionar um ensino de qualidade.
Sou realista, sem ser pessimista. Acredito no desenvolvimento do nosso sistema educativo cristão assembleiano. Na dependência e no poder do Espírito, com fé e muito trabalho, superaremos os muitos e grandes desafios que estão diante de nós.
Em se tratando de educação cristã no contexto pentecostal assembleiano, já temos no Brasil igrejas e ministérios que são excelentes referenciais, que realizam uma grande obra.
Que as atuais “Escolas de Profetas” possam cumprir os seus propósitos para a glória de Deus.

sábado, 16 de março de 2013

Escolas dos Profetas


Escolas dos Profetas:

Desde os dias de Samuel ouvimos falar de escolas de profetas, ou "filhos de profetas". Estas associações provavelmente originou-se desta forma, que um profeta experiente atraído para si bandos de jovens, que buscavam a receber uma medida de seu espírito. Esses discípulos dos profetas, juntamente com suas famílias, viviam em colônias ao redor do mestre. Possivelmente Samuel foi o primeiro que fundou tal escola de profetas. Para dentro ou perto da cidade de Ramá primeiro encontramos Naiote , ou colônias de tais discípulos ( 1 Samuel 19:18 ; 20:01 ). Entre esses alunos é encontrado em uma extensão muito maior do que entre os professores uma determinada característica em êxtase. Eles despertam seus sentimentos através da música e induzir a uma condição frenética que também afeta os outros da mesma forma, em que estado eles "profetizam" e, jogando fora as suas vestes, cair no chão. Em tempos posteriores, também encontramos vestígios de tais fenômenos extáticos. Assim, por exemplo, em Zacarias 13:6 ; 1 Reis 20:37,38 , as "feridas" no peito ou na testa recordar a auto-mutilação dos sacerdotes de Baal ( 1 Reis 18:28 ). As obras, sugestivos de que os dervixes do nosso próprio dia fazer, provavelmente foram fenômenos bastante semelhantes à ação dos profetas das tribos vizinhas. Mas que a profecia em Israel não era, como agora não é raro alegou, apenas uma forma menos crua da instituição pagãos profético, é provado por homens como Moisés e Samuel, que mesmo em seus tempos representar algo muito maior. Também nas colônias de profetas não foi seguramente não se encontra apenas um entusiasmo sem o Espírito de Deus. Prova disso é Samuel, o pai espiritual da colônia, como Elias foi para as colônias posteriores deste tipo. Estes lugares foram bastante os centros de uma vida religiosa, onde a comunhão com Deus foi procurado pela oração e meditação, e onde a lembrança dos grandes feitos de Deus no passado parecia se preparar para a recepção de novas revelações. De tais centros de ideias teocráticas e ideais, sem dúvida, veio também influências diante correspondentes que afetaram o povo. Talvez não era apenas música sacra cultivadas nesses locais, mas também tradições sagradas, que foram transmitidos oralmente e por escrito. Certo é que, essas colônias a religião de Javé prevaleceu.
Enciclopédia Bíblica Standard 
 
 
Escolas de profetas.
 
Durante o período de Samuel foram feitas referencias a grupos de profetas.
Sabemos pouco sobre esses grupos, embora eles tenham sido objeto de muita especulação.
Entretanto, parece que ajudaram Samuel a ministrar as necessidades espirituais da nação.
A obra da teocracia revelou-se demasiadamente grande para Moises, e por esta razão
foram escolhidos 70 anciãos para ajuda-lo nessa árdua tarefa. No período de Samuel,
essa obra revelou-se novamente muito grande para um único individuo. Esse período foi
particularmente crucial, pois a época dos juízes estava chegando ao fim e a monarquia
estava apenas começando. Havia a necessidade da presença do Espirito, não apenas em
Samuel, mas também naqueles de menor estatura.
Não sabemos praticamente nada sobre a organização desses grupos. Eles foram descritos
como um “grupo” ou “rancho1’ (Hebe); eles dedicavam-se a profetizar e a louvar a Deus
ao som de musicas (1 Sm 10.5,10). E provável que o grupo tenha sido organizado por
Samuel, porem as Escrituras não afirmam esse fato explicitamente.
Depois da divisão da monarquia, aparece novamente um corpo de profetas, dessa vez
chamado de “filhos dos profetas” (q.v.). Eles eram encontrados somente no Reino do Norte,
em conexão com o ministério de Elias e Eliseu. Nessa época, além de ter sido dividida,
a nação enfrentava um perigo adicional pela influencia do culto ao deus Baal dos fenícios.
Dessa forma, os profetas colocaram-se em uma associação mais intima com Elias
e Eliseu do que no caso do grupo de profetas em relação a Samuel. Por essa razão, eles
foram chamados de “filhos”, isto e, filhos espirituais de mestres proféticos. Eles podem
ter se casado (cf. 2 Rs 4.1) e tido um lugar comum para morar (cf. 2 Rs 6.1,2). Com o
termino da obra de Elias e Eliseu, eles desaparecem de cena, exceto por uma obscura
referencia, feita por Amos, de que ele não era filho de um profeta (Am 7.14).
Dicionário Bíblico Wycliffe  - Charles F.Pfeiffer- CPAD