Aula ministrada pelo Pr. Eliziel Pacheco para EBD da Assembléia de Deus em Londrina
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quinta-feira, 28 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
A Morte de Eliseu - Pb. José Roberto A. Barbosa
Chegamos ao final de mais um trimestre de estudos inspirativos na Escola Bíblica Dominical com base na vida de Elias e Eliseu. Nesta última aula trataremos a respeito da morte de Eliseu, uma oportunidade para refletir sobre a morte do cristão. A princípio destacaremos a realidade bíblica e existencial da morte. Em seguida, trataremos especificamente sobre a morte de Eliseu. Ao final, mostraremos a mensagem evangélica em relação à morte, a fim de encorajar-nos à esperança.
1. MORTE, UMA REALIDADE BÍBLICO-EXISTÊNCIAL
A morte é uma realidade atestada na Bíblia e na experiência humana. Em Gn. 2.17 nos deparamos com o primeiro texto elusivo à morte como consequência do pecado. Paulo, em Rm. 5.12;6.23, confirma essa verdade, ressaltando que o pecado tem seu salário. A morte sempre inquietou o ser humano, desde o Antigo Pacto, no qual encontramos, no discurso de Jó (Jó. 19.25-37) e dos salmistas (Sl. 16.8-11; 17.15; 73.23-26), lampejos de esperança em relação à vida após a morte. Mas é no Novo Testamento, na pessoa de Jesus Cristo, que encontramos a revelação plena da vida eterna (II Tm. 1.10). Paulo, em I Co. 15.55, destaca que, ao final, o ferrão da morte será aniquilado. Isso acontecerá por ocasião da ressurreição, quando o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade (I Co. 15.57). O sentido da palavra morte, na Bíblia, é bastante amplo, e apresenta aspectos distintos. É preciso diferenciar a morte física da espiritual. Para tanto, devemos explicitar que a palavra morte significa separação, e não o final da vida, como se costuma pensar nos dias atuais. A primeira morte, a respeito da qual trata a Bíblia, é a biológica, quando as funções corporais param. A segunda morte, a espiritual, está relacionada ao julgamento final (Mt. 8.22; Lc. 15.15.32; Ef. 2.1-3; Cl. 2.13; I Tm. 5.6; Ap. 2.11; 20.14; 21.8). O materialismo predominante na sociedade contemporânea tem conduzidos muitos à angústia em face da morte. Para alguns filósofos, como Heidegger, o homem é um ser-para-a-morte, não pode escapar desta. Para outros, como Jean Paul Sartre, ela é um tremendo absurdo, que nos conduz ao desespero. Mas essa não é a realidade bíblica, as pessoas morrem, mas Jesus, que é Senhor da Vida, tem Seus propósitos (Jo. 11.25,26).
2. ELISEU, QUANDO UM HOMEM DE DEUS MORRE
2. ELISEU, QUANDO UM HOMEM DE DEUS MORRE
A morte de Eliseu é uma demonstração bíblica do que Deus pode fazer através da morte dos Seus servos. Aproximadamente quarenta anos se passaram entre os capítulos 9 e o 13 de II Rs. O profeta Eliseu envelheceu, e com esta veio a enfermidade o sofrimento (II Rs. 13.14,20). Apesar da dor, Deus estava presente com Eliseu, não o desamparando. No contexto da sociedade que endeusou a longevidade, somos levados a menosprezar aqueles que adoecem. Mas a Palavra de Deus revela que a enfermidade pode ser uma oportunidade para o Senhor manifestar a Sua glória. Ninguém deve desprezar uma pessoa pelo fato de essa se encontrar enferma. Ao contrário do que defendem os adeptos da teologia da saúde, a doença necessariamente não é resultante de pecados específicos (Jo. 9.1). Eliseu, como tantos outros homens e mulheres de Deus ao longo da história, viveu, envelheceu, adoeceu e morreu. Não podemos esquecer que estamos em um mundo caído, sujeitos as mesmas intempéries que as demais pessoas. Se apenas os servos de Deus não adoecessem e não morressem os ouvintes não hesitariam em seguir o evangelho. A doença e a morte chegam igualmente à casa do crente e do descrente, do rico e do pobre. Eliseu, o profeta que fora maravilhosamente usado por Deus, também morreu. Mas Deus usou aquela morte para trazer vida, já que um defunto, ao tocar os restos mortais do profeta, voltou à vida. Esse tipo de milagre ainda pode acontecer literalmente hoje, mas podemos também fazer uma aplicação espiritual dessa realidade. Há mortos cujo testemunho vivificam ainda hoje, suas palavras revelam a soberania de Deus, são heróis da fé, pessoas das quais o mundo não era digno (Hb. 11.36-38).
3. O CRISTÃO E A VIDA PARA ALÉM DA MORTE
3. O CRISTÃO E A VIDA PARA ALÉM DA MORTE
Diferentemente daqueles que não têm esperança, o cristão sabe que Deus tem um propósito, na vida e na morte (Rm. 8.28). Como diz a letra de um hino sacro: “porque Ele vive, podemos crer no amanhã, porque Ele vive, temor não há”. A morte para o cristão não é o fim, trata-se de um acontecimento precioso aos olhos de Deus (Sl. 116.15). Isso implica em um comprometimento ético diante da vida terrena, de modo que precisamos aprender a contar os nossos dias, a fim de alcançarmos corações sábios (Sl. 90.12). E quando partimos, e deixarmos esse corpo terreno, temos a convicção de que estaremos na presença de Cristo (I Co. 5.8). Esse é o motivo que nos faz jubilar, e saber que partir, e estar com Cristo, é consideravelmente melhor (Fp. 1.21). Esta geração de evangélicos deturpou o ensinamento bíblico em relação à morte. A maioria daqueles que professa a fé evangélica vive aturdida, sem esperança, assustada diante da morte. A teologia da ganância, que alguns chamam de prosperidade, fundamentada em um pseudopentecostalismo, está minando a fé dos “crentes”. Esses “evangélicos” foram tomados pela doutrina materialista, somente conseguem colocar o tangível diante dos seus olhos. Eles falam de fé, mas não a têm, pois a fé que esposam é somente para conseguirem o que desejam. A fé genuinamente bíblica é a convicção das coisas que se esperam, mas que ainda não podem ser tocadas (Hb. 11.1). A fé que agrada a Deus é aquela que vai além da vida, que não se sustenta no transitório, mas no que é eterno (Hb. 11.6). Aqueles que não apenas professam, mas que vivem a partir dessa fé, sabem que nada, absolutamente coisa alguma, os separará do amor de Deus em Cristo Jesus, a vida, e muito menos a morte (Rm. 8.38,39).
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Eliseu alcançou a velhice, e depois de muitos anos vividos, adoeceu e morreu. A sua morte foi uma oportunidade para Deus manifestar o Seu poder, e trazer um moribundo para a vida. Esse episódio é também um tipo da morte de Cristo, pois através da Sua morte e ressurreição, muitos foram trazidos à vida (Rm. 5.12-14). Cristo é a Semente da mulher de Gn. 3.15, a maldição imposta à humanidade foi colocada sobre Ele (Rm. 5.9; I Ts. 1.10; Gl. 3.13), e, por essa, nos resgatou da morte e da escravidão do pecado (Cl. 2.13-15).
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