LIÇÃO Nº 11 – OS MILAGRES DE ELISEU
Os sinais no ministério de Eliseu evidenciam que o milagre é elemento
indispensável para um ministério de restauração espiritual do povo de
Deus.
INTRODUÇÃO
- Na
sequência do estudo do ministério do profeta Eliseu, hoje analisaremos a
maior parte dos milagres realizados por sua instrumentalidade.
- Os sinais no ministério de Eliseu evidenciam que o milagre é elemento
indispensável para um ministério de restauração espiritual do povo de
Deus.
I – O INÍCIO DO MINISTÉRIO DE ELISEU FOI MARCADO POR MILAGRES
- Na sequência do estudo do ministério do profeta Eliseu, hoje
estudaremos a maior parte dos milagres por ele realizados. Conforme
vimos na lição anterior, as Escrituras registram 14 milagres do profeta
Eliseu, a saber:
Milagres de Eliseu
1. Abriu o rio Jordão (II Rs.2:14)
2. Sarou as águas de Jericó (II Rs.2:22-23)
3. 42 adolescentes despedaçados por duas ursas (II Rs. 23:24)
4. Providenciou água a três reis e seus exércitos (II Reis 3:15, 16, 20)
5. Aumentou o azeite da viúva de um dos filhos dos profetas (II Rs. 4:6,7)
6. Ressuscitou o filho da sunamita (II Rs. 4:19,35)
7. Tirou a morte da panela (II Rs.4:41)
8. A multiplicação dos pães (II Rs.4:42-44)
9. Curou Naamã da lepra (II Rs. 5:14)
10.Colocou lepra de Naamã em Geazi, seu auxiliar (II Rs.5:27)
11. Fez flutuar um machado (II Rs.6: 6,7)
12. Cegou o siros (II Rs. 6:18)
13. Devolveu-lhes a visão (II Rs.6:20)
14. Depois de morto ressuscitou um defunto (II Rs.13:21).
- Na lição 8, já falamos a respeito do primeiro milagre de seu
ministério, que foi a abertura do rio Jordão e, na lição anterior,
estudamos o quinto milagre, que foi a multiplicação do azeite da viúva.
Nesta lição, estudaremos nove milagres do profeta, uma vez que o seu
último milagre, realizado postumamente (ou seja, depois de morto), será
estudado na lição 13.
- A intensidade dos milagres na vida do profeta Eliseu é uma
demonstração inequívoca de que os milagres precisam acompanhar o
ministério da restauração espiritual do povo de Deus. Se é verdade que
esta quantidade de milagres era uma comprovação da resposta divina ao
pedido de Eliseu para que tivesse "porção dobrada" do espírito de Elias,
também é uma confirmação de que, em meio à apostasia, torna-se
indispensável que a Palavra seja confirmada com sinais e maravilhas. -
Em nossos dias, em que temos uma apostasia generalizada entre os que
cristãos se dizem ser, é absolutamente necessário que peçamos a Deus o
mesmo que foi pedido por Eliseu, ou seja, "porção dobrada", para que
venhamos a confirmar a Palavra com sinais e prodígios, arrebatando,
assim, muitos do fogo do inferno (Jd.23). Para tanto, é imprescindível
que vivamos uma vida de santificação e de busca do poder de Deus, algo
que, lamentavelmente, tem faltado em nossos dias.
- Assim que o profeta Eliseu é confirmado como sucessor de Elias, como vimos na lição 8, ele já realiza um milagre, abrindo o rio Jordão e
retornando em seco para a escola de profetas que havia em Jericó, o que
foi testemunhado por cinquenta dos filhos dos profetas, que, assim,
deram autenticidade à sucessão determinada pelo Senhor no papel que até
então era desempenhado por Elias em Israel (II Rs.2:14,15).
- Mas, para que a realidade da sucessão não ficasse apenas no testemunho
daqueles cinquenta filhos de profetas, o Senhor propiciou uma situação
para que todos os filhos de profeta de Jericó pudessem verificar que
sobre Eliseu repousava o Espírito de Deus, que ele era o continuador do
ministério de Elias.
- Ainda em Jericó, onde acompanhava com o mesmo zelo de seu antecessor
os filhos dos profetas, Eliseu veio a saber que a habitação daquele
lugar era boa, mas que as águas eram más e a terra, estéril, o que
tornava a região inóspita, ou seja, sem condições para poder abrigar ali
a escola de profetas.
- Já dissemos, em lição anterior, que o fato de Elias ter aberto uma
escola de profetas em Jericó era de uma visão extraordinária. Edificada
nos dias de Acabe, a "cidade maldita" precisava ter a presença de servos
do Senhor ali, para que não se tornasse um centro contrário à vontade
do Senhor. Elias tinha, deste modo, procurado impedir que a ausência de
servos do Senhor fosse um fator a mais para a proliferação da idolatria
em Israel.
- Esta mesma visão precisamos ter em nossos dias. Lamentavelmente, são
poucos os que, na atualidade, em meio à criação de vilas, bairros e
cidades têm se preocupado em, logo no limiar de tais habitações,
providenciar que ali haja uma porta para a pregação do Evangelho. Num
mundo em que a Igreja dia a dia está mais encurralada pelo aumento da
iniquidade, é inconcebível que se ausente de certos locais, que não
queira marcar presença em certos ambientes. Tenhamos a visão missionária
de Elias!
- No entanto, o local escolhido para sediar esta escola que,
naturalmente, não poderia ser dos melhores, vez que Jericó foi edificada
sob os auspícios de Acabe e de Jezabel, que não iriam mesmo beneficiar o
culto ao Senhor. Diante da questão levantada pelos filhos dos profetas,
Eliseu pediu que lhe trouxessem uma salva nova e que, nela, pusessem
sal. Recebida a salva com sal, o profeta, então, saiu ao manancial das
águas e deitou sal nele, dizendo uma palavra profética a respeito das
águas, que foram saradas e não deixando mais a terra estéril, o que se
verificou a partir de então.
- Em Jericó, o lugar da maldição, o profeta, então, sarou as águas e a terra se tornou fértil,
mediante o uso de sal numa salva nova. Eliseu, assim, mostrava a
continuidade do ministério de Elias, o ministério de restauração
espiritual, trazendo vida e fertilidade para os filhos dos profetas que
haviam aceitado morar em Jericó. Se o governo de Acabe havia reedificado
a cidade, era o homem de Deus quem trazia vida e abundância para aquela
terra.
- Neste milagre, também, vemos uma figura do ministério espiritual que
devemos desempenhar na dispensação da graça, já que a realidade do tempo
da lei é sombra da imagem exata das coisas (Hb.10:1). O profeta pediu,
por primeiro, uma salva nova. Isto nos remete ao ensino do Senhor Jesus,
segundo o qual não se pode pôr vinho novo em odres velhos (Mt.9:17;
Mc.2:22; Lc.5:37).
- Para que haja verdadeira restauração espiritual, é indispensável que
tomemos "coisas novas", ou seja, não é possível que queiramos ter uma
verdadeira restauração espiritual aproveitando de coisas advindas do
pecado,
da maneira vã de viver. A restauração espiritual exige um rompimento com
as coisas velhas, temos de ser "novas criaturas", temos de deixar para
trás as coisas que fazíamos no pecado e partir para uma "nova
realidade", uma realidade em Cristo Jesus.
- Lamentavelmente, muitos querem fazer uma restauração espiritual
aproveitando aquilo que praticavam ou faziam na vida velha, o que é
totalmente impossível. A vida com Cristo exige que morramos para o
mundo, sem o que não teremos uma vida verdadeira (Gl.6:14). Temos de
deixar as coisas que para trás ficam (Fp.3:13). Um dos elementos que
levou à paganização do Cristianismo foi, precisamente, o de que querer
"aproveitar" práticas pagãs, cristianizando-as, como se isto fosse ser
vantajoso para a aceitação da fé pelos incrédulos, mas cujo resultado
foi a criação de um cristianismo apóstata, como vemos em nossos dias.
Aprendamos com Eliseu: tenhamos uma salva nova!
- Mas, além da salva nova, o profeta Eliseu mandou que nela fosse
colocado sal. O sal é símbolo da presença de Deus que modifica o homem e
a sociedade. Os sacrifícios que eram levados aos sacerdotes, na antiga
aliança, precisavam sempre ser apresentados com sal (Lv.2:13; Nm.18:19).
O Senhor Jesus disse que os salvos são "sal da terra" (Mt.5:13).
- O sal tem algumas propriedades que explicam este simbolismo das
Escrituras. Ele conserva os alimentos, dá sabor, quebra a resistência do
gelo, ajuda a cicatrização de feridas. A presença de Deus tem este
condão de nos conservar em santidade, de fazer com que sejamos agentes
transformadores do ambiente à nossa volta, de evitar que entremos em
frieza espiritual e de nos dar saúde espiritual, reprimindo os males e
as condutas que poderiam nos distanciar da vontade divina.
- Para que as águas fossem curadas e a terra se torna fértil, ou seja,
produzisse frutos, o profeta Eliseu se utilizou do sal. Somente se
estivermos em verdadeira comunhão com o Senhor é que poderemos ser
instrumentos de Deus para sarar as vidas das pessoas que nos cercam e
fazer com que frutifiquem espiritualmente, atingindo, assim, o propósito
primeiro de Deus para com o homem (Gn.1:28).
- Sem salva nova e sem sal não poderemos jamais tornar o "lugar da
maldição" em "lugar de bênção". Precisamos deixar a maneira vã de se
viver e estar em plena comunhão com o Senhor para que sejamos
verdadeiros "filhos de Abraão", não só abençoando quem está à nossa
volta, mas também sendo nós mesmos uma bênção (Gn.12:2 "in fine").
- Depois de fazer este milagre em Jericó, Eliseu vai a Betel, outro
local em que havia estado na última peregrinação com o profeta Elias.
Eliseu faz como que o caminho contrário, o caminho inverso, num
itinerário traçado pelo próprio Deus para mostrar a todos que Eliseu
havia sucedido a Elias, que era o continuador de seu ministério.
- Esta característica mostra-nos, claramente, que o bom líder é alguém
que procura se inteirar do que está a ocorrer, que vai ao encontro dos
seus liderados. Eliseu, uma vez consolidado como sucessor de Elias,
tratou de ir ao encontro dos filhos dos profetas, para averiguar a
situação em que se encontravam, para dar continuidade ao trabalho
iniciado por Elias. Um bom líder continua o que estava sendo feito, não
faz "tabula rasa" do esforço de seu antecessor.
- Esta preocupação de Eliseu em visitar os filhos dos profetas é também
uma indicação bíblica de que Elias tinha, em seu ministério, como ponto
importante a manutenção das escolas dos profetas, circunstância que
iremos estudar na próxima lição. Não há restauração espiritual possível
sem que haja estudo e meditação na Palavra de Deus.
- Entretanto, enquanto Eliseu caminhava em direção a Betel, uns rapazes pequenos saíram da cidade, começando a zombar dele, dizendo: "sobe, calvo; sobe, calvo!".
Diante desta zombaria, o profeta virou-se
para ele, amaldiçoou-os em o nome do Senhor, tendo, então, duas ursas
saído do bosque e despedaçado quarenta e dois daqueles rapazes (II Rs.2:23,24).
- À primeira vista, tem-se na narrativa deste episódio um choque. Por
que um homem de Deus amaldiçoaria adolescentes e, por causa disso, houve
a morte de 42 deles? Não seria isto um contrassenso, não estaríamos
diante de mais uma demonstração da "crueldade divina" do Antigo
Testamento? Não é Eliseu o fomentador da restauração espiritual do povo?
Não significa seu nome "Deus é salvação"? Como compatibilizar o homem
que sara as águas e torna a terra fértil para os filhos dos profetas com
o que amaldiçoa e mata mais de quarenta "inocentes"?
- Temos aqui a mesma situação que encontramos no ministério de Elias,
quando fogo do céu consome cento e dois soldados e que analisamos no
apêndice nº 1 deste trimestre, cuja leitura recomendamos aos amados.
- Eliseu havia acabado de realizar se segundo milagre e tornado
plenamente possível que os filhos dos profetas habitassem em Jericó, o
lugar da maldição. Uma tamanha obra não ficaria sem a reação das forças
do mal. Não devemos nos esquecer de que vivemos, neste mundo, em
constante batalha contra as hostes espirituais da maldade (Ef.6:12) e
não haveria de ser diferente com o profeta Eliseu.
- Eliseu parte de Jericó com destino a Betel. Estava "subindo",
expressão nitidamente geográfica, mas que também não pode deixar de ser
aplicada espiritualmente. Quando estamos em "subida" na vida espiritual,
não demorará para que surjam obstáculos, impedimentos, para que se
levantem forças malignas para tentar nos retirar de nosso foco, de nosso
alvo, que é o de fazer a obra de Deus, de nos aproximarmos cada vez
mais do Senhor, de realizarmos a Sua vontade.
sábado, 16 de março de 2013
Escolas dos Profetas

Escolas dos Profetas:
Desde os dias de Samuel ouvimos falar de escolas de profetas, ou "filhos de profetas". Estas
associações provavelmente originou-se desta forma, que um profeta
experiente atraído para si bandos de jovens, que buscavam a receber uma
medida de seu espírito. Esses discípulos dos profetas, juntamente com suas famílias, viviam em colônias ao redor do mestre. Possivelmente Samuel foi o primeiro que fundou tal escola de profetas. Para dentro ou perto da cidade de Ramá primeiro encontramos Naiote , ou colônias de tais discípulos ( 1 Samuel 19:18 ; 20:01 ). Entre
esses alunos é encontrado em uma extensão muito maior do que entre os
professores uma determinada característica em êxtase. Eles
despertam seus sentimentos através da música e induzir a uma condição
frenética que também afeta os outros da mesma forma, em que estado eles
"profetizam" e, jogando fora as suas vestes, cair no chão. Em tempos posteriores, também encontramos vestígios de tais fenômenos extáticos. Assim, por exemplo, em Zacarias 13:6 ; 1 Reis 20:37,38 , as "feridas" no peito ou na testa recordar a auto-mutilação dos sacerdotes de Baal ( 1 Reis 18:28 ). As
obras, sugestivos de que os dervixes do nosso próprio dia fazer,
provavelmente foram fenômenos bastante semelhantes à ação dos profetas
das tribos vizinhas. Mas que a
profecia em Israel não era, como agora não é raro alegou, apenas uma
forma menos crua da instituição pagãos profético, é provado por homens
como Moisés e Samuel, que mesmo em seus tempos representar algo muito
maior. Também nas colônias de profetas não foi seguramente não se encontra apenas um entusiasmo sem o Espírito de Deus. Prova disso é Samuel, o pai espiritual da colônia, como Elias foi para as colônias posteriores deste tipo. Estes
lugares foram bastante os centros de uma vida religiosa, onde a
comunhão com Deus foi procurado pela oração e meditação, e onde a
lembrança dos grandes feitos de Deus no passado parecia se preparar para
a recepção de novas revelações. De tais centros de ideias teocráticas e ideais, sem dúvida, veio também influências diante correspondentes que afetaram o povo. Talvez
não era apenas música sacra cultivadas nesses locais, mas também
tradições sagradas, que foram transmitidos oralmente e por escrito. Certo é que, essas colônias a religião de Javé prevaleceu.
Enciclopédia Bíblica Standard
Escolas de profetas.
Durante o período de Samuel foram feitas referencias a
grupos de profetas.
Sabemos pouco sobre esses grupos, embora eles tenham
sido objeto de muita especulação.
Entretanto, parece que ajudaram Samuel a ministrar as
necessidades espirituais da nação.
A obra da teocracia revelou-se demasiadamente grande
para Moises, e por esta razão
foram escolhidos 70 anciãos para ajuda-lo nessa árdua
tarefa. No período de Samuel,
essa obra revelou-se novamente muito grande para um único
individuo. Esse período foi
particularmente crucial, pois a época dos juízes
estava chegando ao fim e a monarquia
estava apenas começando. Havia a necessidade da presença
do Espirito, não apenas em
Samuel, mas também naqueles de menor estatura.
Não sabemos praticamente nada sobre a organização desses
grupos. Eles foram descritos
como um “grupo” ou “rancho1’ (Hebe); eles dedicavam-se
a profetizar e a louvar a Deus
ao som de musicas (1 Sm 10.5,10). E provável que o
grupo tenha sido organizado por
Samuel, porem as Escrituras não afirmam esse fato
explicitamente.
Depois da divisão da monarquia, aparece novamente um
corpo de profetas, dessa vez
chamado de “filhos dos profetas” (q.v.). Eles eram
encontrados somente no Reino do Norte,
em conexão com o ministério de Elias e Eliseu. Nessa época,
além de ter sido dividida,
a nação enfrentava um perigo adicional pela influencia
do culto ao deus Baal dos fenícios.
Dessa forma, os profetas colocaram-se em uma associação
mais intima com Elias
e Eliseu do que no caso do grupo de profetas em relação
a Samuel. Por essa razão, eles
foram chamados de “filhos”, isto e, filhos espirituais
de mestres proféticos. Eles podem
ter se casado (cf. 2 Rs 4.1) e tido um lugar comum
para morar (cf. 2 Rs 6.1,2). Com o
termino da obra de Elias e Eliseu, eles desaparecem de
cena, exceto por uma obscura
referencia, feita por Amos, de que ele não era filho
de um profeta (Am 7.14).
Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F.Pfeiffer- CPAD
domingo, 10 de março de 2013
Há um Milagre em sua Casa - Pr. Altair Germano
A história da multiplicação do azeite da viúva nos ensina várias lições. Mais uma vez somos desafiados não apenas a conhecer os fatos bíblicos, mas a crer e experienciar os mesmos em nossa vida, em nossa abençoada família, em nossa própria casa.
A LIÇÃO DAS DÍVIDAS (2 Rs 4:1-2)
Não temos informações sobre a causa do endividamento do marido daquela mulher. Provavelmente poderia ter sido em decorrência da grande crise econômica que assolara a nação. O que sabemos é que a dívida custaria a entrega dos seus dois filhos ao credor. Não sabemos também se aquela mulher tinha conhecimento da dívida contraída pelo marido antes de sua morte e da cobrança lhe feita. Nos dias atuais há muitas mulheres que desconhecem a situação financeira do seu marido, não sabendo quanto ganham, nem quanto devem. Há outras mulheres que não apenas conhecem, mas também cooperam para o endividamento do marido com gastos desnecessários e exorbitantes. O que sabemos nesta narrativa bíblica é que o marido daquela mulher viúva era temente a Deus. Era um homem temente a Deus e endividado.
São várias as causas das dívidas nos dias atuais, dentre as quais: A falta de planejamento e orçamento familiar, o consumismo desenfreado, a tentativa de viver num padrão acima da realidade, crise econômica e desemprego. Dave Anderson, em sua obra A Fé nos Negócios, na página 149, faz a seguinte observação:
Ao avaliarmos as crises financeiras que viram o mundo de pernas para o ar de tempos em tempos, vemos que elas normalmente são causadas por dívidas. As pessoas compram casas maiores e carros melhores do que poderiam e, depois, descobrem que não têm como arcar com os pagamentos ou com as taxas de juros cada vez mais altas. Essas questões tomam vulto e criam um efeito dominó na economia que faz os bancos fecharem, empresas declararem falência ou demitirem funcionários e o governo lançar mão de pacotes que geram ainda mais dívidas e déficits. Portanto, é possível cogitar que a dívida pode ser a causa da falta de moradia, do crédito arruinado, dos divórcios, das famílias desfeitas e dos suicídios.
A lição que a Bíblia nos ensina sobre a dívida é que ela pode ser resultado da desobediência a Deus (Dt 28:15, 44). Somos exortados a não dever nada a ninguém, a não ser o amor (Rm 13.8).
Algumas perguntas poderiam ser feitas a nós mesmos: Se morrêssemos hoje deixaríamos nossa família em dificuldades? Os credores apareceriam para cobrar o nosso cônjuge ou familiares? A dívida teria como ser paga?
Leia mais sobre a questão da dívida no post A ANGÚSTIA DAS DÍVIDAS.
A LIÇÃO DA HUMILDADE E DA FÉ (2 Rs 4:3-4)
Para não revelar nossas situações precárias de endividamento, da falta de suprimentos que disso resulta, deixamos muitas vezes de pedir ajuda aos pastores, irmãos em cristo, familiares, parentes, amigos e vizinhos. Fechamo-nos em nosso orgulho, e na necessidade de mantermos as aparências.
A mulher que herdou a dívida do marido começa demonstrando a sua humildade quando clama ao profeta pedindo-lhe socorro. A ordem do profeta foi “Vai, pede para ti vasos emprestados aos teus vizinhos, vasos vazios, não poucos.” Haverá situações onde o milagre somente acontecerá em nossa casa com a demonstração de humildade de nossa parte, a humildade que não se envergonha de pedir ajuda.
A lição da humildade inclui também a disposição em obedecer ao profeta, que foi claro e direto. A obediência ao profeta é um ato de fé, e a fé é a certeza de coisas que se esperam (Hb 11:1a).
A LIÇÃO DA SOLIDARIEDADE (2 Rs 4:3)
A lição da solidariedade quem nos ensina são os vizinhos daquela mulher, que bondosamente lhe emprestam os vasos. Podemos deduzir com isso que aquela família e mulher se relacionavam bem com a vizinhança. Infelizmente há crentes que além do mau testemunho que dão, ainda são péssimos vizinhos. Existem crentes arrogantes (e/ou mal educados), que nem bom dia dão aos vizinhos. Alguns chegam a ser insuportáveis, chatos e inconvenientes. É necessário que nos relacionemos bem com os nossos vizinhos, pois além do bom testemunho que devemos dar, um dia poderemos precisar da solidariedade deles.
A LIÇÃO DO TRABALHO E DA COOPERAÇÃO (2 Rs 4:5)
O milagre foi precedido e acompanhado pelo trabalho da mulher em encher os vasos com o azeite. O milagre exige por vezes atitude, determinação e disposição de nossa parte. Tal verdade pode ser testemunhada em outros milagres narrados na Bíblia, onde foi necessária uma ação humana antes de suas realizações (Js 6:1-5; 2 Rs 5:9-14; Jo 2:7-11; Jo 9:6-7; Jo 11:39-44).
A lição da cooperação quem nos dá são os filhos da mulher, que lhe traziam os vasos para serem cheios de azeite. Todos na família devem cooperar para o bem comum, para a superação das dificuldades. Batalhemos por uma maior união e cooperação da família em meio às crises e calamidades. A unidade na família coopera para que milagres aconteçam.
A LIÇÃO DO MILAGRE (2 Rs 4:6)
Há situações das quais não sairemos, a não ser que Deus trabalhe em nosso favor, e que em graça e soberania intervenha com um milagre. O milagre de Deus beneficia os necessitados e glorifica o seu nome. O milagre de Deus não deve servir para promover igrejas, pastores, pregadores ou quem quer que seja. O milagre não deve ser utilizado como meio de exploração daquele que o recebe, como se fosse preciso “pagar” pelo mesmo com ofertas in-voluntárias, e sob ameaças de maldições.
Quem mercantiliza milagres, quem negocia com os dons de Deus, a seu tempo colherá os frutos de sua iniquidade (Mt 7:21-23).
A LIÇÃO DA PROVISÃO ABUNDANTE (2 Rs 4:7)
O Senhor cuida de seus filhos, e garante o suprimento de suas necessidades básicas através de todos os meios e recursos que dispõe:
Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. (Mt 6:31-34)
Na vida daquela mulher e naquela casa, Deus fez mais do que se pedia ou se pensava (Ef 3:20). Ele não apenas proveu as condições necessárias para a quitação da dívida, mas também para a subsistência daquela família.
O pão nosso de cada dia ele provê diariamente (Mt 6:11).
O Pai celestial cuida de mim e de você. Ele nos ama.
SUGESTÃO PEDAGÓGICA: Compartilhe a sua experiência, e/ou abra espaço para que os seus alunos possam testemunhar de milagres vivenciados na área da provisão de Deus em suas casas.
Publicado no Blog do Pr. Altair Germano
Há um Milagre em sua Casa - Rede Brasil de Comunicação
LIÇÃO 10 - HÁ UM MILAGRE EM SUA CASA - 1º TRIMESTRE 2013
INTRODUÇÃO
O milagre ocorrido na casa da viúva nos tempos do profeta Eliseu traz-nos lições valiosas e perfeitamente aplicáveis aos nossos dias. Veremos os dois fatores principais que motivam a realização do milagre da parte de Deus. Por ser misericordioso, o Senhor atenta para as nossas necessidades e intervém miraculosamente. Ele pode fazer isso diretamente ou através dos seus instrumentos humanos, aos quais concede poder e ousadia para a execução de grandes sinais. Mas ainda veremos que um dos cenários em que acontecem os milagres de Deus é o interior de uma casa.
Podemos enfatizar pelo menos dois aspectos que acarretam na realização de umMILAGRE, de um ato especial de Deus que interrompe o curso natural dos eventos, os quais são: a necessidade humana e a misericórdia divina.
1.1 A necessidade humana. O texto de II Rs 4.1-7 nos mostra uma viúva desesperada com a possibilidade de ver o que restou de sua família se desfazer pelas mãos dos credores. Para que a sua casa fosse preservada, ela precisava de um milagre. Em todos os casos na Bíblia, os milagres foram operados, principalmente, na vida daqueles que necessitavam. Vejamos alguns exemplos:
- Sara, que era estéril, precisava de um filho, por quem a promessa messiânica teria continuidade (Gn 18.12);
- De igual modo, Rebeca e Raquel, esposas de Isaque e Jacó, também eram estéreis e necessitavam de filhos (Gn 25.21; 29.31);
- A nação de Israel só conseguiu ser liberta da terra do Egito mediante uma série de intervenções sobrenaturais da parte de Deus, que foram as dez pragas (Ex 7-10);
- Na jornada de Israel pelo deserto em direção à terra de Canaã, o povo de Deus experimentou constantes milagres durante quarenta anos, como por exemplo: a descida diária do maná (Êx 16.11-15); a presença constante da coluna de nuvem durante o dia e da coluna fogo durante a noite (Êx 13.21,22); águas amargas que se tornaram doces (Êx 15.23-25), e águas que fluíram de rochas (Êx 17.5,6).
II - OS INSTRUMENTOS DO MILAGRE
Todos os milagres autênticos são operados por Deus, pois somente Ele é poderoso para realizá-los. Há ocasiões em que Ele interfere diretamente em determinada situação, sem a instrumentalidade humana. Por exemplo, quando Misael, Ananias e Azarias foram lançados na fornalha de fogo ardente, aquecida sete vezes mais, o “quarto homem” se lhes apresentou e retirou a força do fogo (Dn 3.19-25). Foi uma intervenção direta do próprio Deus. O que acontece, porém, é que na maioria das vezes os milagres de Deus são realizados através do instrumento humano. Observemos alguns casos na Bíblia:
- Deus fez questão de mostrar a Faraó e a todo povo de Israel que as suas maravilhas ocorreriam através das mãos de Moisés que, com uma simples vara, operaria todos os grandes sinais (Ex 4.17);
- Através de Josué, filho de Num, servidor de Moisés, Deus realizou uma das maiores intervenções de toda a história da humanidade, pois o Sol e a Lua ficaram detidos no mesmo lugar durante um espaço de quase 24 horas. A cosmologia moderna entende que para isso acontecer, é necessário que todo o universo pare de se movimentar. Lembramos, porém, que isso se deu através de um homem (Js 10.14);
- Pelas mãos de Elias, o tisbita, grandes sinais foram operados em Israel. Isso aconteceu para que todos reconhecessem que só o Senhor era Deus e que Elias era o seu profeta (I Rs 17.1,13-16,19-24; 18.30-39);
- No ministério de Eliseu não foi diferente. O nome do Senhor foi glorificado e Eliseu foi reconhecido como profeta de Deus (II Rs 2.19-22; 3.16-20; 4.1-7, 32-36, 40-44; 6.5,6);
- O próprio Jesus exemplifica bem essa realidade, pois na condição humana foi ungido pelo Espírito de Deus para realizar grandes milagres no seu ministério (Mt 4.23,24);
- Na igreja primitiva, os milagres ocorriam por mão dos discípulos: “E muito sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos…” (At 5.12). Vemos ainda outros exemplos (At 3.1-8; 5.14-16; 8.5-7; 19.11).
sábado, 2 de março de 2013
Lição 9 ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO
O
relato sobre a transfiguração, conforme narrado nos evangelhos sinóticos
é um dos mais emblemáticos do Novo Testamento (Mt 17.1-13; Mc 9.2-8; Lc
9.28-36). Além do nome de Moisés, o texto põe em evidência também o
nome de Elias. Todavia diferentemente dos outros textos até aqui
estudados, Elias não aparece como a figura central, mas como uma figura
secundária! O centro é deslocado do profeta de Tisbe para o Profeta de
Nazaré. Jesus, e não mais Elias, é o centro da revelação bíblica.
Moisés, Elias, Pedro, Tiago e João, também nominados nesse texto
aparecem como figurantes numa cena onde Cristo, o Messias prometido, é a
figura principal.
Antes
de uma análise puramente exegética e teológica da passagem de Marcos
9.2-29, quero compartilhar o seu lado devocional que muito tem me
edificado. Resolvi estender a leitura do capítulo 9 do Evangelho de
Marcos até o versículo 29, incluindo o episódio da libertação de um
jovem possesso, porque uma leitura paralela do Evangelho de Lucas (Lc
9.28-43) revela que a libertação dele aconteceu “no dia seguinte, quando
eles desceram do monte” (Lc 9.37). Em outras palavras, os eventos da
transfiguração e da libertação do jovem lunático, ocorreram dentro da
mesma sequência dos fatos ali narrados.
Pois bem, a pergunta chave que aparece logo após ter ocorrido a libertação do jovem lunático e, portanto, após o evento da Transfiguração é: “Porque nós não pudemos expulsá-lo?” (Mc 9.28).
Acredito
que essa é uma das perguntas mais pertinentes para o atual momento em
que vive a igreja evangélica brasileira. Essa pergunta poderia ser feita
de uma outra forma e ainda assim o seu sentido seria o mesmo: “Qual a
causa de nossa ineficiência?”Por que estamos crescendo numericamente,
mas ainda assim padecemos de um cristianismo fraco e que pouco tem
salgado a sociedade? Qual a razão de nosso caos teológico? São perguntas
que demandam uma resposta.
Se
olharmos com cuidado para o que revela o texto de Marcos 9.229,
observaremos algumas características do cristianismo transfigurado, isto
é, que brilha. Quais, pois, seriam essas características desse cristianismo que brilha? Aqui vão algumas delas:
1. Ele escala montes
— “dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João e levou-os
sós, à parte, a um alto monte” (Mc 9.2). E interessante observarmos que
os outros discípulos, nove deles, haviam ficado embaixo, pois, o Senhor
Jesus levou consigo somente a Pedro, Tiago e João (v.2). Os outros
haviam ficado embaixo, não subiram o monte. Quem não sobe o Monte não
terá vitória nas lutas espirituais. Escrevi sobre isso quando tratei
sobre a vida do patriarca Abraão:
“Vai-te
a terra de Moriá” (Gn 22.1). Deus mandou Abraão subir o monte Moriá!
Ninguém será abençoado sem escalar o monte! É necessário subir o Moriá
de Deus e encontrar a bênção no seu cimo. Hoje está na moda subir o
“monte” como um lugar místico em busca da bênção! Mas a Escritura mostra
que como princípio, subir o monte está associado à necessidade de se
buscar ou subir até a presença de Deus e não a geografia de um lugar (Jo
4.20-24). O monte pode ser o nosso quarto ou o templo da igreja ou
ainda qualquer outro lugar (Mt 6.6; At 16.13,16). Quem ora hoje no monte
Sinai, monte Moriá ou mesmo em Jerusalém não leva nenhuma vantagem
sobre quem, por exemplo, ora numa pequena cidade do sertão nordestino ou
na grande São Paulo. A geografia não é mais importante e sim a esfera e
a atitude na qual a oração acontece, isto é, no Espírito (Ef 6.18; 1 Tm
4.7)”.1
2. Ele é metamorfoseado
— “Foi transfigurado diante deles” (v.2). A palavra traduzida em
português como “transfigurado” corresponde ao vocábulo grego
metemorphôté, que é o aoristo passivo de metamorphóô? Esse mesmo
vocábulo é usado pelo apóstolo Paulo em Romanos 12.1,2: “Rogo-vos, pois,
irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela
renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa,
agradável e perfeita vontade de Deus”.
O
expositor bíblico William Barclay em seu comentário da Epístola aos
Romanos, observa que: “Não devemos adotar as formas do mundo; sem
transformar-nos, quer dizer, adquirir uma nova maneira de viver. Para
expressar esta verdade Paulo usa duas palavras gregas quase
intraduzíveis, que requerem uma frase para transmitir seu sentido. A
palavra que usa para amoldar-nos ao mundo é syschematizesthai, da raiz schema—de onde vem a palavra portuguesa e quase internacional schema —, que quer dizer forma exterior que muda de ano em ano e quase de dia a dia. O schema
de uma pessoa não é o mesmo quando tem 17 anos e quando tem 70; nem
quando sai do trabalho e quando está numa festa. Está mudando
constantemente. E como se Paulo dissesse: Não cuideis de estar sempre em
dia com todos os modismos deste mundo; não sejais ‘camaleões’, tomando
sempre a cor do ambiente”.3 Por outro lado, continua Barclay em sua análise:
“A palavra que (Paulo) usa para transformai-vos de uma maneira distinta da palavra do mundo é metamorphusthai, da raiz morfé, que quer dizer a natureza essencial e inalterável de algo. Uma pessoa não tem o mesmo schema aos 17 e aos 70 anos, todavia possui a mesma morphè (essência); o macacão não tem o mesmo schema do vestido de uma cerimônia, mas possui a mesma morphê;
muda seu aspecto exterior; pelo que segue sendo a mesma pessoa. Assim,
disse Paulo, para dar culto e servir a Deus temos que experimentar uma
mudança, não de aspecto, senão de personalidade. Em que consiste essa
mudança? Paulo diria que, por nós mesmos, vivíamos kata sarka (segundo a carne), dominados pela natureza humana em seu nível mais baixo; em Cristo vivemos kata Christon (segundo Cristo) ou kata Pneuma (segundo
o Espírito), sob o controle de Cristo e do Espírito. O cristão é uma
pessoa que mudou em sua essência: agora vive, não uma vida egocêntrica,
senão cristocêntrica. Isto deve ocorrer, diz Paulo, pela renovação da
mentalidade. A palavra que ele emprega para renovação é anakainosis. No grego há duas palavras para novo: neós e kainós. Neós se refere ao tempo, e kainós ao caráter e a natureza. Um lápis recém fabricado é neós\ mas uma pessoa que era antes pecadora e agora e está chegando a ser santa é kainós. Quando Cristo entra na vida de um homem, este é um novo homem; tem uma mentalidade diferente, porque tem a mente de Cristo.”4
3.
Ele é fundamentado na Palavra de Deus — ‘E apareceu-lhes Elias com
Moisés” (v.4). Todos os intérpretes entendem que os nomes “Elias” e
“Moisés” representam figuradamente a Palavra de Deus. Elias representa
os profetas enquanto Moisés, a Lei. O cristianismo deixa de ser
autêntico quando se distancia da palavra de Deus. Em outro livro de
minha autoria, escrevi: Uma igreja modelo possui como fundamento a
Palavra e o Espírito. Somente o Espírito sem a Palavra de Deus
incorre-se em fanatismo; todavia a Palavra sem o Espírito não passa de
ortodoxia morta. O correto é termos o equilíbrio entre a Palavra e o
Espírito. O principal mal do pentecostalismo contemporâneo é essa falta
de equilíbrio entre a Palavra e o Espírito. Como vimos um carismatismo
sem fundamento bíblico transforma-se em desvios, modismos, inovações,
desvios doutrinários evoluindo para doutrinas heréticas.5
4.
Ele promove espanto — ‘Pois não sabiam o que dizia, porque estavam
assombrados” (v.6). Uma das tragédias do cristianismo hodierno é que ele
não promove mais espanto! Um grande número de cristãos parece ter se
acostumado com uma vida religiosa onde nada mais é novo. Não há espanto
algum! Mas experimentar espanto diante do sagrado é um fenômeno presente
nas religiões. Mircea Elliade (2008, pp.16,17) destaca que o homem
“descobre o sentimento de pavor diante do sagrado, diante desse mysterium tremendum, dessa majestas que exala uma superioridade esmagadora de poder; encontra o temor religioso diante do mysterium fascinans, em que se expande a perfeita plenitude do ser.”6
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