sábado, 2 de março de 2013

Elias no Monte da Transfiguração - Pr. Altair Germano

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Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte. E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias. E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o. E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo. E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo. E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus. (Mateus 17.1-8)
Muito já se escreveu sobre o episódio da transfiguração, e para este subsídio gostaria apenas de trazer uma reflexão sobre a necessidade de uma fé que não se limita, nem se contenta com a ausência do sobrenatural, das visões e da percepção inconfundível da presença do Senhor.
As visões, os sonhos e outros fenômenos espirituais não estão restritos ao Novo Testamento:
E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; (At 2.17)

Após o derramar do Espírito no dia de Pentecostes, as visões se tornaram frequentes, e algumas delas ficaram registradas nas Escrituras:
Mas, de noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora, disse: Ide, apresentai-vos no templo e dizei ao povo todas as palavras desta vida. E, ouvindo eles isto, entraram de manhã cedo no templo e ensinavam. Chegando, porém, o sumo sacerdote e os que estavam com ele, convocaram o conselho e a todos os anciãos dos filhos de Israel e enviaram servidores ao cárcere, para que de lá os trouxessem. (At 5.19-21) E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. (At 9.3-5) E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias. E disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor! E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando; e numa visão ele viu que entrava um homem chamado Ananias e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver. E respondeu Ananias: Senhor, de muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; e aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome.    Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome. E Ananias foi, e entrou na casa, e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo. (At 9.10-17)

Elias no Monte da Transfiguração - Rede Brasil de Comunicação

LIÇÃO 09 - ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO - 1º TRIMESTRE 2013

INTRODUÇÃO

O mistério da Transfiguração é, dentre todos apresentados pela Sagrada Escritura, o que traduz de maneira mais sublime e profunda, toda a teologia da divinização do homem Jesus, pois no monte, sua glória interna tornou-se visível externamente. O mistério da Transfiguração tem uma íntima ligação com o mistério Pascal (sacrifício). Poderíamos dizer que a Transfiguração é a “ponte”, que liga ou, que introduz ao Calvário e finalmente à Ressurreição. O Cristo que contemplamos na Transfiguração é o mesmo que contemplaremos em sua glória na eternidade.

I - DEFINIÇÃO DA PALAVRA TRANSFIGURAR
A palavra Transfigurar, que traduz o termo “metamorfose” mantém o sentido de mudança de aparência, ou forma. A palavra “morphe” significa “forma” e o termo “meta” diz respeito a “mudança”, mas não mudança de essência (Mt 17.2; Mc 9.2; Rm 12.2). Entendemos que a Transfiguração foi uma experiência de origem divina, uma revelação dada aos apóstolos sobre a glória do Reino futuro no qual, Jesus é Rei. Ele foi metamorfoseado quando “transformou-se” no monte mudando sua APARÊNCIA física e não a sua ESSÊNCIA divina. A palavra traduzida em português como “transfigurado” corresponde ao vocábulo grego metamorphoõ” que significa também “transformar”, “mudar em outra forma”, “transfigurar”.

II - LOCALIZAÇÃO DO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO
A transfiguração é registrada em cada um dos evangelhos sinóticos (Mt 17.1-9, Mc 9.2-10, Lc 9.28-36) e também em (2 Pe 1.16-21). O local deste evento é “um alto monte” (Mt 17.1; Mc 9.2). A associação com uma montanha também é encontrada em (Lc 9.28; 2 Pe 1.18). Várias localizações geográficas têm sido sugeridas: Monte Hermon, Monte Carmelo, e o local tradicional do Monte Tabor. Os escritores bíblicos, aparentemente, não estavam interessados em localizar exatamente onde este evento aconteceu, mas sim, registrar o que ocorreu.

III - O SIGNIFICADO DO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO
Durante toda a Sua vida, Jesus estava sob aquele véu (seu corpo). Apenas uma única vez em Sua vida aquele véu foi “aberto” e a Sua glória brilhou por meio da Sua carne humana, e essa vez foi no monte da transfiguração. Foi apenas por um período curto de tempo e, então, aquele véu caiu sobre Ele novamente até que foi rasgado na cruz do Calvário. Jesus é “o resplendor da glória” de Deus e “a expressão exata do seu Ser” (Hb 1.3). Ele reflete perfeitamente a natureza e o caráter de Deus. Quando olhamos para Jesus, podemos ver “a glória do Senhor” (2 Co 3.18; 4.6).Vejamos:
  • Só podemos compreender a transfiguração de Jesus a partir da Sua encarnação. “O Verbo se fez carne e habitou (tabernaculou-se) entre os homens, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Quando o Filho de Deus veio a este mundo, Ele tomou sobre Si a carne humana e essa carne serviu como um véu sobre Ele. Por esta razão, enquanto estava na Terra, quando os homens olhavam para Ele, viam apenas um Homem. Não viam a glória do Filho de Deus porque Ele estava coberto pelo véu. “pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne”. (Hb 10.20).
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  • Simbolicamente, o aparecimento de Moisés e Elias representava a Lei e os Profetas. Entretanto, a voz de Deus do céu - “Ouçam a Ele!” - mostrou claramente que a Lei e os Profetas deviam dar lugar a Jesus. “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.” (Lc 24.44). Aquele que é o novo e vivo caminho está substituindo o antigo; Ele é o cumprimento da Lei e das inúmeras profecias no AT. Além disso, em Sua forma glorificada eles tiveram uma breve visualização da Sua glorificação e entronização vindoura como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16).
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  •  João escreveu em seu evangelho: “Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.” Pedro também escreveu: “De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, […] Ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando da suprema glória lhe foi dirigida […]. Nós mesmos ouvimos essa voz vinda do céu, quando estávamos com ele no monte santo” (2 Pe1.16-18).
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  • IV - O MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO E OS ERROS DOUTRINÁRIOS
    Essa passagem tem gerado muitas interpretações errôneas que tentam apoiar doutrinas sobre reencarnação e manifestação dos mortos se comunicando com os vivos. A Escritura, contudo, não se contradiz. Ela condena doutrinas que apoiam a invocação de mortos e a necromancia. A presença de Elias e Moisés na transfiguração significa que Jesus estava apoiado pela Lei (Moisés) e pelos profetas representado por Elias (II Rs 2.1-11). Há ainda alguns intérpretes que veem nesse acontecimento da Transfiguração, Moisés representando os que passaram pela experiência da morte, já que ele morreu (Dt 34.5) e Elias como a figura dos redimidos que serão arrebatados sem ver a morte (1Ts 4.16-17).

    V - OS PROPÓSITOS DA VISÃO NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO
    Um dos principais motivos da visão no monte da transfiguração é o de demonstrar que a Lei de Moisés (Pentateuco) e todos os profetas (Os demais livros) do AT tiveram seu real cumprimento na pessoa magnífica do Senhor Jesus Cristo (Lc 24.44). Importante também notar que a visão teve o propósito de fortalecer a fé dos apóstolos, pois estes estavam prestes a ver o Senhor ser crucificado e morto. Eles deveriam entender que antes da sua ressurreição, era necessário o sofrimento e a morte do Cordeiro de Deus, a fim de que os pecados deles e os nossos fossem expiados pela morte do Justo. Evidência disto são as palavras que o Senhor Jesus lhes dirigiu imediatamente após a visão: “E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Jesus: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos” (Mt 17.9).

Elias no Monte da Transfiguração - Pr. Geraldo Carneiro Filho

TÍTULO: “ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO”
TEXTO ÁUREO – Mt 17.2-3
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mt 17.1-8


I – INTRODUÇÃO:

Jesus dissera, seis dias antes da Sua transfiguração que alguns então presentes não morreriam antes de vê-Lo no Seu reino. Mateus, Marcos e Lucas ligam cuidadosamente essa promessa à narrativa da Sua transfiguração. Portanto, essa cena deslumbrante “no monte santo” (II Pe 1:18) é uma amostra, um penhor, do reino de Cristo. Na transfiguração foi permitido aos homens um olhar momentâneo para dentro do reino prometido e ver o Rei na Sua formosura (Sl 27:4 e Is 33:17).

II – A TRANSFIGURAÇÃO:

Mc 9.2 cf Lc 9.37 - Foi após uma noite inteira de oração no deserto que Cristo convidou os três apóstolos. E, estando Ele orando, transfigurou-se a aparência de seu rosto. Sua intercessão resultou no milagre da transfiguração.

Lc 9.29 – É nas noites inteiras de oração que podemos esperar as experiências mais gloriosas:
(A) - O rosto para ser desfigurado por açoites e pela coroa de espinhos, então brilhava como o fulgor do sol;
(B) – As vestes que estavam destinadas a serem adquiridas pelo jogo, resplandeciam, não apenas como a neve, mas como a luz;
(C) – Em vez dos dois ladrões, um a cada lado do Senhor, havia Moisés e Elias;
(D) – Em vez das trevas ao meio dia, havia uma nuvem luminosa à noite;
(E) – Em vez de gritos do Senhor: - “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, ouviu-se dos céus a voz de Deus-Pai: - “Este é meu Filho, o meu Escolhido, ouvio-O”.
A palavra “TRANSFIGURAÇÃO”, no original, também é encontrada em Rm 12.2 e II Cor 3.18.
Podemos ilustrar a transfiguração de Jesus por meio de um fato muito familiar a todos nós: O vidro de uma lâmpada elétrica tem a aparência de qualquer vidro; o filamento parece algum arame fino. Mas, ao entrar a energia elétrica, a lâmpada torna-se incandescente.
A transfiguração assinala um importante estágio na revelação de Jesus como o Cristo e Filho de Deus. Foi uma experiência semelhante à de Seu batismo – Mt 3.13-17; Mc 1.9-11; Lc 3.21 e ss.
Existem muitas características sobre esse relato que derivam sua significação do A.T..
(1) – Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas a testificarem sobre o Messias, como coisas cumpridas e superadas por Ele.
(2) – Cada um deles teve uma visão da glória de Deus em uma montanha: Moisés, no monte Sinai (Ex 24.15); e Elias, no monte Horebe (I Rs 19.8).
(3) – Nenhum deles deixou neste mundo sepulcro conhecido – Dt 34.6; II Rs 2.11.
(4) – A lei de Moisés e a vinda de Elias são mencionadas juntamente nos últimos versículos do A.T. – Ml 4.4-6.
(5) – A voz celestial que disse: - “Este é meu Filho amado: a ele ouvi” – Mc 9.7, assinalou Jesus não apenas como Messias, mas, igualmente, como o Profeta de Dt 18.15 e ss.
(6) – A nuvem representa a coberta da presença divina – Ex 24.15-18; Sl 97.2 – houve uma nuvem que ocultou a Cristo da vista dos Seus discípulos, por ocasião da ascensão – At 1.9. A volta de Cristo será entre nuvens – Apc 1.7
(7) – Em Lucas somos informados que o assunto da conversa que Moisés e Elias tiveram com Jesus foi acerca do êxodos que Ele estava prestes a realizar em Jerusalém. Isso parece significar não simplesmente a Sua morte ressurreição como meio de redenção para o Seu povo, tipificado pelo êxodo do Egito, no A.T..
A transfiguração, por conseguinte, é um ponto focal na revelação do reino de Deus, pois olha de volta para o A.T. e mostra como Cristo o cumpria, e também olha para os futuros grandes eventos da cruz, da ressurreição, da ascensão e da parousia, ou seja, a manifestação gloriosa de Cristo.
Pedro equivocou-se por tentar fazer permanente aquela experiência. O que era necessário era a presença exclusiva de Jesus, e atenção à Sua voz.
III - PROFECIAS SOBRE O NASCIMENTO DO MESSIAS:

(1) – ELE NASCERIA DA SEMENTE DA MULHER – Gn 3:15 – Esta é a primeira referência sobre o Salvador do mundo; foram as palavras de Deus a satanás (a serpente).
(1.1) – O cumprimento está nas palavras de Paulo falando sobre Cristo – Gl 4:4 – Jesus nasceu para esmagar a cabeça da serpente (satanás) e reconduzir a humanidade a Deus.
(2) - ELE NASCERIA DE UMA VIRGEM – Cerca de oito séculos antes do nascimento de Jesus, Isaías profetizou: Is 7:14 - No idioma hebraico existem duas palavras com o significado de VIRGEM. Porém, entre ambas há uma pequena diferença que aumenta ainda mais a certeza de que o profeta Isaías, ao falar sobre a mãe do Messias, referiu-se a Maria, mãe de Jesus:
(A) - A primeira palavra utilizada com o sentido de virgem é BETHULAH = UMA MOÇA VIRGEM. Ela é empregada com relação à Rebeca (Gn 24:16); à esposa do sumo-sacerdote (Lv 21:13); nas leis da castidade e do casamento (Dt 22:14, 23, 28); com relação à filha de Jefté (Jz 11:37) e a respeito de Abisaque (I Rs 1:2-3). Porém, não foi esta a palavra utilizada pelo profeta Isaías.
(B) - A palavra utilizada em Is 7:14 é ALMAH = MOÇA VIRGEM, QUE ESTÁ NA IDADE DE SE CASAR, QUE TENHA SIDO PROMETIDA EM CASAMENTO OU JÁ CASADO, MAS QUE NÃO TENHA IDO PARA A COMPANHIA DO MARIDO. Esta era a situação de Maria: moça virgem, que já havia inclusive desposado José, mas ainda não coabitrada com ele.
(2.1) – Assim registrou o evangelista Mateus o nascimento de Jesus: Mt 1:18, 24-25; Lc 1:26-35.
(3) - O MESSIAS NASCERIA EM BELÉM - Mq 5:2 - Belém é também chamada a CASA DE PÃO. O Pão da Vida descido dos céus nasceria nos seus arredores! A esperança de que Cristo nasceria em Belém era muito antiga (Mt 2:4-6; Jo 7:42)
(3.1) - Cumpriu-se esta profecia em Jesus Cristo (Lc 2:4-7; Mt 2:1)
(4) - O MESSIAS SERIA HOMENAGEADO COM PRESENTES - Sl 72:10; Is 60:6 – No salmo messiânico sobre o rei justo e o seu reinado, vemos que o Messias receberia presentes.
Já o profeta Isaías profetizou sobre os presentes que seriam trazidos ao Senhor, cuja luz resplandeceria sobre Jerusalém. Ora, os magos que vieram adorar a Jesus e trazer-Lhe presentes eram orientais. Sabá e Sebá ficavam no Oriente, precisamente na Arábia, que é chamada em Gênesis de terra oriental – Gn 25:6.
(4.1) – Cumpriram-se estas profecias em Jesus – Mt 2:1, 11 - O que os magos trouxeram para presentear o menino Jesus, eram produtos genuinamente orientais.
(5) - HAVERIA MATANÇA DOS INOCENTES - Jr 31:15 – Jeremias escreveu esta profecia quase seis séculos antes do nascimento do Messias.
(5.1) – O cumprimento da profecia em Jesus - Mt 2:16-18.
(6) - O MESSIAS SERIA CHAMADO FILHO DE DEUS – O mais conhecido versículo no A.T. que revela a filiação divina do Messias está no livro de Salmos – Sl 2:7.
Mas foi no tempo do rei Davi que o Senhor Deus, através do profeta Natã, anunciou que enviaria Seu Filho, o Messias, para sempre – I Cr 17:11-14 cf II Sm 7:12-16

(6.1) - Houve o cumprimento em Jesus Cristo – No N.T. existem 41 referências a Jesus como Filho de Deus:
(A) – Os discípulos assim O reconheceram (Mt 14:33);
(B) – Pedro O confessou publicamente (Mt 16:16);
(C) – Natanael O confessou individualmente (Jo 1:4);
(D) - O centurião e os soldados romanos também reconheceram Sua filiação divina (Mt 27:54);
(E) – Até os demônios O reconheceram como Filho de Deus (Mt 8:29; Mc 3:11; 5:7; Lc 4:41);
(F) – Na ocasião do batismo de Jesus, o próprio Deus Pai O reconheceu como Seu Filho Mt 3:16-17 – Dentre todas as declarações, esta é a que tem maior peso e autoridade.
(7) – O MESSIAS SERIA DESCENDENTE DE ABRAÃO – Gn 12:7; 22:18
(7.1) – O cumprimento em Cristo – Mt 1:11 cf Gl 3:16
(8) - O MESSIAS SERIA DESCENDENTE DE ISAQUE - Gn 21:12.
(8.1) – O cumprimento em Jesus – Lc 3:23, 34 – Do verso 23 ao 34 vemos que a genealogia de Jesus mostra que Ele é descendente do patriarca Isaque
(9) - O MESSIAS SERIA DESCENDENTE DE JACÓ - Nm 24:17 – O livro de Números foi escrito cerca de 13 séculos antes do nascimento de Jesus.
(9.1) – O mesmo versículo de Lucas que mostra ser Jesus descendente de Isaque, revela que Ele é também descendente de Jacó – Lc 3:34
(10) – O MESSIAS SERIA DA TRIBO DE JUDÁ – Entre as bênçãos proféticas do patriarca Jacó sobre seus doze filhos, coube a Jduá a seguinte promessa – Gn 49:10.
SILÓ = PACIFICADOR. O profeta Isaías disse que Príncipe da Paz seria um dos nomes do Messias – Is 9:6
(10.1) – O cumprimento em Jesus - Mt 1:1; Lc 3:23, 33-34 – Uma leitura em linha reta (do verso 23 ao 34) mostra que Jesus é o descendente de Judá.
(11) - O MESSIAS FOI SERIA UM RENOVO NA CASA DE DAVI - Jr 23:5 – O ministério do profeta Jeremias iniciou-se em 625 a.C. e terminou por volta de 586 a. C. Portanto, quase seis séculos antes do nascimento de Jesus, aquele profeta falou sobre um Renovo que nasceria da descendência de Davi.
Mais de 100 anos antes do profeta Jeremias, Isaías havia escrito – Is 1:11
O rei Davi também falou destas promessas - Sl 132:11
(11.1) – O cumprimento em Jesus - Mt 1:1; 9:27; 15:22; 20:30; 21:9, 15; 22:41-46; Mc 9:10; 10:47-48; Lc 18:38-39; At 13:22-23; Apc 22:16 - Entre os judeus, a expressão FILHO DE… significa também DESCENDENTE DE…, DA FAMÍLIA DE…
(12) - O MESSIAS SERIA CHAMADO SENHOR – No salmo de Davi sobre o reino e o sacerdócio do Messias, lemos as seguintes palavras proféticas - Sl 110:1
(12.1) – O cumprimento em Jesus – Lc 2:11; 20:41-44 - Na verdade, Jesus Cristo é o Senhor do rei Davi e não propriamente seu filho. Jesus deixou bem claro para os escribas e saduceus que Ele, apesar de humanamente descender do rei Davi, estava acima dele como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O Legado de Elias - Rede Brasil de Comunicação

LIÇÃO 08 - O LEGADO DE ELIAS - 1º TRIMESTRE 2013
INTRODUÇÃO

Nesta lição definiremos o que significa o termo legado. Destacaremos qual foi o legado que Elias deixou. Veremos ainda que, apesar de Elias pensar que estava sozinho o Senhor lhe dirigiu a palavra dizendo que havia ainda sete mil adoradores verdadeiros que não se curvaram diante de Baal. Pontuaremos como se deu a chamada, formação e capacitação do profeta Eliseu como substituto de Elias. E, por fim, elencaremos quais as lições que podemos extrair do chamado de Eliseu.

I - O QUE SIGNIFICA LEGADO
O dicionário Aurélio traduz a palavra “legado” da seguinte forma: “dádiva deixada em testamento; valor previamente determinado, ou objeto previamente endividado, que alguém deixa a outrem por meio de testamento”. No contexto da nossa lição, a palavra legado diz respeito a herança moral, ministerial e espiritual que o profeta Elias, deixou para o seu sucessor Eliseu, bem como também para todos os servos de Deus em todas as épocas.

II - QUAL FOI O LEGADO DE ELIAS
Elias como um profeta de Deus, deixou como legado seu exemplo de vida, seu caráter. O Aurélio define a palavra “caráter” como: “o conjunto de traços particulares, o modo de ser de um indivíduo; índole; natureza”. A Bíblia nos revela o caráter moral, ministerial e espiritual deste homem de Deus. Vejamos cada um deles detalhadamente:

2.1 Moral. Esta expressão diz respeito aos “princípios que regem a vida do ser humano, mostrando o que é certo e o que é errado” (ANDRADE, 2006, p. 270). Elias manteve-se íntegro num período de tanta apostasia sob o governo de ímpio rei Acabe e da maldosa Jezabel (I Rs 16.30,31). Ele mesmo descreve-se como um servo muito zeloso pelo Senhor 

(I Rs 19.10).
2.2 Ministerial. Já vimos que, Elias recebera de Deus o chamado para ser profeta (I Rs 17.1). O registro bíblico nos mostra que ele exerceu seu ministério como um verdadeiro mensageiro de Deus, pois anunciou que haveria seca sobre Israel, apoiado na Escritura, como sentença pela indiferença espiritual (Dt 28.23,24; II Cr 7.13); denunciou a idolatria de Acabe (I Rs 18.18); confrontou Acabe e os profetas de Baal e Aserá no Monte Carmelo a fim de erradicar a adoração ao ídolo e mostrar para Israel quem era o verdadeiro Deus (I Rs 18.19-40); e fez conhecida a injustiça cometida contra Nabote, pronunciando a sentença por este pecado (I Rs 21.17-24).
2.3 Espiritual. O profeta Elias se tornou uma referência espiritual. Ele é chamado diversas vezes de “homem de Deus” (I Rs 17.18,24; II Rs 1.6,9,11,13). Isto também porque as palavras proféticas que saiam da sua boca vinham da parte de Deus, porque tinha real cumprimento, eis algumas: (1) Elias profetizou que não choveria e não choveu (I Rs 17.1-b); (2) Em seguida anunciou que choveria e realmente choveu (I Rs 18.41,45); (3) falou a viúva de Sarepta que a farinha e o azeite da botija não faltaria e não faltou (I Rs 17.14-16); (4) Orou a Deus pela ressurreição do filho desta mesma viúva e ela asseverou: “…nisto conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade” (I Rs 18.24); (5) No monte Carmelo clamou por fogo e o fogo caiu sobre o altar (I Rs 18.36,38).

III - O REMANESCENTE FIEL NO TEMPO DE ELIAS
A grande apostasia no Reino do Norte durante o reinado de Acabe e as ameaças de Jezabel aos profetas de Deus, levou o profeta Elias, em sua fragilidade, algumas vezes, fazer declarações precipitadas, pensando ele que era o único servo de Deus que restara “…só eu fiquei por profeta do Senhor…” (I Rs 18.22). Confira também (I Rs 19.10,14). No entanto, a voz divina assegura ao profeta que havia um remanescente que não tinha se corrompido com a adoração a Baal (I Rs 19.18). Entre os sete mil adoradores verdadeiros, podemos citar o nome de alguns, vejamos:
  • Micaías. Havia no palácio de Acabe profetas falsos que comiam da mesa de Jezabel, e profetizavam apenas o que lhe agradava (II Cro 18.5; I Re 18.19). No entanto, existia também um profeta do Senhor, o seu nome é Micaias que significa: “quem é como Deus”. Ele era um mensageiro de Jeová que se opunha severamente a práticas do rei Acabe como este mesmo declara (I Rs 22.8). Ele se manteve fiel ao que Deus lhe mandava dizer (II Rs 22.14,28), apesar de lhe custar prisão, espancamento e privações (I Rs 22.24, 27).
  • Obadias. Seu nome significa “servo de Jeová”. Apesar de ser um “mordomo” do monarca Acabe (I Rs 18.3,5). Este homem, temia muito a Deus e aos homens de Deus (I Rs 18.7). Ele ajudou a ocultar os servos do Senhor a fim de que não fossem mortos por Jezabel (I Rs 18.13).
  • Eliseu. Seu nome quer dizer “Deus é salvação”. Sem dúvida alguma, para que Deus escolhesse Eliseu para ser sucessor do profeta Elias, ele deveria ser um servo fiel. Observa-se isso também pela sua atitude ao receber o chamado divino, quando obedeceu sem hesitar, despedindo-se deu seu pai e mãe, mostrando assim ser um bom filho (I Rs 19.20,21).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A Viúva de Sarepta - Pb. José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo: Lc. 4.25,26 - Leitura Bíblica: I Rs. 17.8-16
Prof. José Roberto A. Barbosa

INTRODUÇÃO
A sociedade contemporânea matou Deus, preferiu fugir da Sua realidade. Mas, a Bíblia, a Palavra de Deus, nos mostra que Ele está vivo. Na lição de hoje estudaremos a respeito da viúva de Sarepta e da providência divina através do profeta Elias. Inicialmente trataremos a respeito do contexto no qual aquela viúva viveu, em seguida, a atuação de Elias diante da adversidade da viúva, e por fim, a providência de Deus como resposta à oração.

1. A VIÚVA DE SAREPTA Sarepta era uma pequena cidade costeira, fora das fronteiras de Israel, pertencia ao domínio dos sidônios. Aquela região também passou por dificuldades em razão dos três anos e meio de seca, a respeito da qual profetizou Elias. Durante a seca, o próprio profeta se refugiou próximo ao ribeiro de Querite, até que este secou. Por providência divina Elias era alimentado pelo Senhor, os corvos lhe traziam comida. Quando a privação chegou, o profeta recebeu uma orientação do Senhor, para que se dirigisse à Sarepta, pois ali seria alimentado por uma viúva (I Rs. 17.9). Ao chegar naquela pequena cidade, o homem de Deus se deparou com a viúva catando gravetos, isso mesmo, não era lenha, pois pretendia fazer um pequeno fogo. Isso mostra que a comida era escassa, e a dificuldade abundante. Depois de horas de viagem e de cansaço, o profeta do Senhor pede àquela mulher que lhe dê comida. A mulher, obedecendo ao instinto materno, responde que tem apenas um pouco de farinha e azeite, que comerá aquela porção com o seu filho, e depois morrerá (I Rs. 17.12). O profeta, por revelação divina, revela-lhe que se ela o alimentar, tendo em vista que estava faminto, o Senhor os preservaria. Essa declaração do profeta estava fundamentada em Deus, não em interesses meramente humanos. Há muitos falsos profetas nos dias atuais, pseudoevangélicos, que se apropriam indevidamente das posses das pessoas, com promessas que Deus não fez. Mas diante da Palavra de Deus, a mulher creu, e colocou a sua fé em ação, obedecendo à mensagem profética.

2. O PROFETA E A VIÚVA DE SAREPTA
De fato, a panela de farinha nunca esvaziou, e a botija de azeite jamais secou, o Senhor supriu as necessidades daquela família. Esse é um ensinamento relevante para os dias atuais, nos quais as pessoas querem sempre mais do que precisam. Ao invés de confiarem na providência de Deus, angustiam-se demasiadamente, vivem ansiosas, perdem a fé e a confiança em Deus (Mt. 6.26-30). A teologia da ganância está fazendo estragos na fé evangélica brasileira. O contentamento, ensinamento bíblico que nada tem a ver com comodismo, não é admoestado nos púlpitos (I Tm. 6.6; Hb. 13.5). A providência divina não nos isenta do sofrimento, pois depois disto adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu (I Rs. 17.17). A viúva de Serepta, mesmo tendo crido na mensagem do profeta, teve um momento de fraqueza, e quis culpá-lo pela morte do seu filho. Essa teologia da causa e efeito é bastante comum ainda hoje, e antiga, desde os tempos dos amigos de Jó. As pessoas querem sempre encontrar um culpado pelos sofrimentos. Os próprios discípulos de Jesus queriam saber o porquê de o homem ter nascido cego (Jo. 9.1). Ao invés de tentar justificar a teologia equivocada da mulher, Elias resolveu agir, e confiante no Deus da providência, pediu o filho, tomou-o dos seus braços, o levou para cima, e o deitou sobre a cama (I Rs. 17.19). O silêncio de Elias teve uma razão de ser naquele contexto, pois há momentos em que simplesmente as palavras não resolvem. O profeta também não questiona Deus pelo ocorrido, ele se entrega à soberania dAquele que tem todas as coisas sob o Seu comando.

3. A PROVIDÊNCIA DE DEUS ATRAVÉS DA ORAÇÃO
A confiança do profeta repousava sob a providência de Deus, com ternura Elias coloca o menino em sua cama, e recorre a último recurso do crente: a oração (I Rs. 17.20). O silêncio de Elias, diante da mãe daquele menino, se transformou em palavras diante do Senhor. Deus não receia nossa sinceridade, sua maior preocupação é com o nosso desdém em relação a Ele. Quantos hoje já não oram mais? Essa, certamente, é a geração que se esqueceu de orar. As pessoas, confiantes em seus aparatos tecnológicos, vivem como se Deus pudesse ser desconsiderado. A oração é uma necessidade para todo cristão. O apóstolo Paulo é incisivo ao orientar os crentes para que orem sem cessar (I Ts. 17). Jesus já havia orientado os Seus discípulos quanto à importância da oração (Mt. 26.41). Oramos não determinando o que Deus deve ou não fazer, pois é a vontade dEle que prevalece (I Jo. 5.14,15). O modelo de oração a ser seguido pelos cristãos não é o de Jabez, mas o de Cristo, pois Ele nos ensinou corretamente a orar (Mt. 6.5-13). Conforme nos instruiu o próprio Mestre, as orações não devam ser meras repetições, mas uma entrega total, e confiante na providência divina. Muitas vezes não sabemos orar como convém, mas o Espírito Santo nos auxilia na oração, com gemidos inexprimíveis (Rm. 8.26,27). A fé é um elemento imprescindível na oração, pois aquele que se aproxima do Senhor deve saber que Ele é galardoador dos que O buscam (Hb. 11.1,6). A perfeição não é condição para a oração, pois Elias, como bem lembra Tiago, era um homem simples, mas orou, e o Senhor o ouviu (Tg. 5.17,18).

CONCLUSÃO
Em resposta à oração do profeta Deus fez com que o menino revivesse (I Rs. 17.22-24).  Elias era um homem sujeito as mesmas paixões que nós, e não desprezou a oração. Esse é um estímulo para buscamos o Senhor em oração, sempre com a motivação maior, de nos relacionarmos com Ele. Jesus, o homem perfeito, também orou, e se Ele assim o fez, não podemos agir diferentemente (Mc. 1.35; Mt. 14.23; Lc. 6.12).

BIBLIOGRAFIA
GETZ. G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.
Publicado no blog Subsídio EBD