domingo, 24 de fevereiro de 2013

O Legado de Elias - Rede Brasil de Comunicação

LIÇÃO 08 - O LEGADO DE ELIAS - 1º TRIMESTRE 2013
INTRODUÇÃO

Nesta lição definiremos o que significa o termo legado. Destacaremos qual foi o legado que Elias deixou. Veremos ainda que, apesar de Elias pensar que estava sozinho o Senhor lhe dirigiu a palavra dizendo que havia ainda sete mil adoradores verdadeiros que não se curvaram diante de Baal. Pontuaremos como se deu a chamada, formação e capacitação do profeta Eliseu como substituto de Elias. E, por fim, elencaremos quais as lições que podemos extrair do chamado de Eliseu.

I - O QUE SIGNIFICA LEGADO
O dicionário Aurélio traduz a palavra “legado” da seguinte forma: “dádiva deixada em testamento; valor previamente determinado, ou objeto previamente endividado, que alguém deixa a outrem por meio de testamento”. No contexto da nossa lição, a palavra legado diz respeito a herança moral, ministerial e espiritual que o profeta Elias, deixou para o seu sucessor Eliseu, bem como também para todos os servos de Deus em todas as épocas.

II - QUAL FOI O LEGADO DE ELIAS
Elias como um profeta de Deus, deixou como legado seu exemplo de vida, seu caráter. O Aurélio define a palavra “caráter” como: “o conjunto de traços particulares, o modo de ser de um indivíduo; índole; natureza”. A Bíblia nos revela o caráter moral, ministerial e espiritual deste homem de Deus. Vejamos cada um deles detalhadamente:

2.1 Moral. Esta expressão diz respeito aos “princípios que regem a vida do ser humano, mostrando o que é certo e o que é errado” (ANDRADE, 2006, p. 270). Elias manteve-se íntegro num período de tanta apostasia sob o governo de ímpio rei Acabe e da maldosa Jezabel (I Rs 16.30,31). Ele mesmo descreve-se como um servo muito zeloso pelo Senhor 

(I Rs 19.10).
2.2 Ministerial. Já vimos que, Elias recebera de Deus o chamado para ser profeta (I Rs 17.1). O registro bíblico nos mostra que ele exerceu seu ministério como um verdadeiro mensageiro de Deus, pois anunciou que haveria seca sobre Israel, apoiado na Escritura, como sentença pela indiferença espiritual (Dt 28.23,24; II Cr 7.13); denunciou a idolatria de Acabe (I Rs 18.18); confrontou Acabe e os profetas de Baal e Aserá no Monte Carmelo a fim de erradicar a adoração ao ídolo e mostrar para Israel quem era o verdadeiro Deus (I Rs 18.19-40); e fez conhecida a injustiça cometida contra Nabote, pronunciando a sentença por este pecado (I Rs 21.17-24).
2.3 Espiritual. O profeta Elias se tornou uma referência espiritual. Ele é chamado diversas vezes de “homem de Deus” (I Rs 17.18,24; II Rs 1.6,9,11,13). Isto também porque as palavras proféticas que saiam da sua boca vinham da parte de Deus, porque tinha real cumprimento, eis algumas: (1) Elias profetizou que não choveria e não choveu (I Rs 17.1-b); (2) Em seguida anunciou que choveria e realmente choveu (I Rs 18.41,45); (3) falou a viúva de Sarepta que a farinha e o azeite da botija não faltaria e não faltou (I Rs 17.14-16); (4) Orou a Deus pela ressurreição do filho desta mesma viúva e ela asseverou: “…nisto conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade” (I Rs 18.24); (5) No monte Carmelo clamou por fogo e o fogo caiu sobre o altar (I Rs 18.36,38).

III - O REMANESCENTE FIEL NO TEMPO DE ELIAS
A grande apostasia no Reino do Norte durante o reinado de Acabe e as ameaças de Jezabel aos profetas de Deus, levou o profeta Elias, em sua fragilidade, algumas vezes, fazer declarações precipitadas, pensando ele que era o único servo de Deus que restara “…só eu fiquei por profeta do Senhor…” (I Rs 18.22). Confira também (I Rs 19.10,14). No entanto, a voz divina assegura ao profeta que havia um remanescente que não tinha se corrompido com a adoração a Baal (I Rs 19.18). Entre os sete mil adoradores verdadeiros, podemos citar o nome de alguns, vejamos:
  • Micaías. Havia no palácio de Acabe profetas falsos que comiam da mesa de Jezabel, e profetizavam apenas o que lhe agradava (II Cro 18.5; I Re 18.19). No entanto, existia também um profeta do Senhor, o seu nome é Micaias que significa: “quem é como Deus”. Ele era um mensageiro de Jeová que se opunha severamente a práticas do rei Acabe como este mesmo declara (I Rs 22.8). Ele se manteve fiel ao que Deus lhe mandava dizer (II Rs 22.14,28), apesar de lhe custar prisão, espancamento e privações (I Rs 22.24, 27).
  • Obadias. Seu nome significa “servo de Jeová”. Apesar de ser um “mordomo” do monarca Acabe (I Rs 18.3,5). Este homem, temia muito a Deus e aos homens de Deus (I Rs 18.7). Ele ajudou a ocultar os servos do Senhor a fim de que não fossem mortos por Jezabel (I Rs 18.13).
  • Eliseu. Seu nome quer dizer “Deus é salvação”. Sem dúvida alguma, para que Deus escolhesse Eliseu para ser sucessor do profeta Elias, ele deveria ser um servo fiel. Observa-se isso também pela sua atitude ao receber o chamado divino, quando obedeceu sem hesitar, despedindo-se deu seu pai e mãe, mostrando assim ser um bom filho (I Rs 19.20,21).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A Viúva de Sarepta - Pb. José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo: Lc. 4.25,26 - Leitura Bíblica: I Rs. 17.8-16
Prof. José Roberto A. Barbosa

INTRODUÇÃO
A sociedade contemporânea matou Deus, preferiu fugir da Sua realidade. Mas, a Bíblia, a Palavra de Deus, nos mostra que Ele está vivo. Na lição de hoje estudaremos a respeito da viúva de Sarepta e da providência divina através do profeta Elias. Inicialmente trataremos a respeito do contexto no qual aquela viúva viveu, em seguida, a atuação de Elias diante da adversidade da viúva, e por fim, a providência de Deus como resposta à oração.

1. A VIÚVA DE SAREPTA Sarepta era uma pequena cidade costeira, fora das fronteiras de Israel, pertencia ao domínio dos sidônios. Aquela região também passou por dificuldades em razão dos três anos e meio de seca, a respeito da qual profetizou Elias. Durante a seca, o próprio profeta se refugiou próximo ao ribeiro de Querite, até que este secou. Por providência divina Elias era alimentado pelo Senhor, os corvos lhe traziam comida. Quando a privação chegou, o profeta recebeu uma orientação do Senhor, para que se dirigisse à Sarepta, pois ali seria alimentado por uma viúva (I Rs. 17.9). Ao chegar naquela pequena cidade, o homem de Deus se deparou com a viúva catando gravetos, isso mesmo, não era lenha, pois pretendia fazer um pequeno fogo. Isso mostra que a comida era escassa, e a dificuldade abundante. Depois de horas de viagem e de cansaço, o profeta do Senhor pede àquela mulher que lhe dê comida. A mulher, obedecendo ao instinto materno, responde que tem apenas um pouco de farinha e azeite, que comerá aquela porção com o seu filho, e depois morrerá (I Rs. 17.12). O profeta, por revelação divina, revela-lhe que se ela o alimentar, tendo em vista que estava faminto, o Senhor os preservaria. Essa declaração do profeta estava fundamentada em Deus, não em interesses meramente humanos. Há muitos falsos profetas nos dias atuais, pseudoevangélicos, que se apropriam indevidamente das posses das pessoas, com promessas que Deus não fez. Mas diante da Palavra de Deus, a mulher creu, e colocou a sua fé em ação, obedecendo à mensagem profética.

2. O PROFETA E A VIÚVA DE SAREPTA
De fato, a panela de farinha nunca esvaziou, e a botija de azeite jamais secou, o Senhor supriu as necessidades daquela família. Esse é um ensinamento relevante para os dias atuais, nos quais as pessoas querem sempre mais do que precisam. Ao invés de confiarem na providência de Deus, angustiam-se demasiadamente, vivem ansiosas, perdem a fé e a confiança em Deus (Mt. 6.26-30). A teologia da ganância está fazendo estragos na fé evangélica brasileira. O contentamento, ensinamento bíblico que nada tem a ver com comodismo, não é admoestado nos púlpitos (I Tm. 6.6; Hb. 13.5). A providência divina não nos isenta do sofrimento, pois depois disto adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu (I Rs. 17.17). A viúva de Serepta, mesmo tendo crido na mensagem do profeta, teve um momento de fraqueza, e quis culpá-lo pela morte do seu filho. Essa teologia da causa e efeito é bastante comum ainda hoje, e antiga, desde os tempos dos amigos de Jó. As pessoas querem sempre encontrar um culpado pelos sofrimentos. Os próprios discípulos de Jesus queriam saber o porquê de o homem ter nascido cego (Jo. 9.1). Ao invés de tentar justificar a teologia equivocada da mulher, Elias resolveu agir, e confiante no Deus da providência, pediu o filho, tomou-o dos seus braços, o levou para cima, e o deitou sobre a cama (I Rs. 17.19). O silêncio de Elias teve uma razão de ser naquele contexto, pois há momentos em que simplesmente as palavras não resolvem. O profeta também não questiona Deus pelo ocorrido, ele se entrega à soberania dAquele que tem todas as coisas sob o Seu comando.

3. A PROVIDÊNCIA DE DEUS ATRAVÉS DA ORAÇÃO
A confiança do profeta repousava sob a providência de Deus, com ternura Elias coloca o menino em sua cama, e recorre a último recurso do crente: a oração (I Rs. 17.20). O silêncio de Elias, diante da mãe daquele menino, se transformou em palavras diante do Senhor. Deus não receia nossa sinceridade, sua maior preocupação é com o nosso desdém em relação a Ele. Quantos hoje já não oram mais? Essa, certamente, é a geração que se esqueceu de orar. As pessoas, confiantes em seus aparatos tecnológicos, vivem como se Deus pudesse ser desconsiderado. A oração é uma necessidade para todo cristão. O apóstolo Paulo é incisivo ao orientar os crentes para que orem sem cessar (I Ts. 17). Jesus já havia orientado os Seus discípulos quanto à importância da oração (Mt. 26.41). Oramos não determinando o que Deus deve ou não fazer, pois é a vontade dEle que prevalece (I Jo. 5.14,15). O modelo de oração a ser seguido pelos cristãos não é o de Jabez, mas o de Cristo, pois Ele nos ensinou corretamente a orar (Mt. 6.5-13). Conforme nos instruiu o próprio Mestre, as orações não devam ser meras repetições, mas uma entrega total, e confiante na providência divina. Muitas vezes não sabemos orar como convém, mas o Espírito Santo nos auxilia na oração, com gemidos inexprimíveis (Rm. 8.26,27). A fé é um elemento imprescindível na oração, pois aquele que se aproxima do Senhor deve saber que Ele é galardoador dos que O buscam (Hb. 11.1,6). A perfeição não é condição para a oração, pois Elias, como bem lembra Tiago, era um homem simples, mas orou, e o Senhor o ouviu (Tg. 5.17,18).

CONCLUSÃO
Em resposta à oração do profeta Deus fez com que o menino revivesse (I Rs. 17.22-24).  Elias era um homem sujeito as mesmas paixões que nós, e não desprezou a oração. Esse é um estímulo para buscamos o Senhor em oração, sempre com a motivação maior, de nos relacionarmos com Ele. Jesus, o homem perfeito, também orou, e se Ele assim o fez, não podemos agir diferentemente (Mc. 1.35; Mt. 14.23; Lc. 6.12).

BIBLIOGRAFIA
GETZ. G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.
Publicado no blog Subsídio EBD

sábado, 26 de janeiro de 2013

LISTA OFICIAL DE CULTOS DE 28/01/2013 A 03/02/2013






IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS - CONVENÇÃO ABREU E LIMA
Av. Brasil, 113, Centro - Abreu e Lima - PE - Brasil
Pr. Presidente: Roberto José dos Santos
LISTA OFICIAL DE CULTOS DE 28/01/2013 A 03/02/2013



SEGUNDA 28/01/2013
ROSA DO JANGA 3 ORAC PB. OTAVIANO FILHO / PB. JOSE A. PEREIRA
ROSA DO JANGA 4 CEIA PR. IZEQUIAS FLOR / PB. LUIZ CLAUDIO
TERCA 29/01/2013
ROSA DO JANGA 1 DOUT PB. JOSE LUIZ / PB. ALEXANDRE TOKIWA
QUARTA 30/01/2013
ROSA DO JANGA 1 ORAC AX. JOAO BATISTA / AX. MARCOS ANDRE ALMEIDA
ROSA DO JANGA 2 DOUT EV. HILQUIAS L.SANTOS / PB. ELIAS MANOEL
QUINTA 31/01/2013
ROSA DO JANGA 2 ORAC PB. JOSE ROBERTO / AX. JOSIVAN DANTAS
ROSA DO JANGA 3 DOUT PR. IZEQUIAS FLOR / PB. MARIO TIMOTEO FILHO
SEXTA 01/02/2013
ROSA DO JANGA 4 ORAC PB. LUIZ CLAUDIO / DC. JOSE PEDRO ALVES
ROSA DO JANGA 5 CEIA PR. IZEQUIAS FLOR / PB. LUIZ DANUBIO
DOMINGO 03/02/2013
ROSA DO JANGA 1 PRE. PB. JOSE LUIZ / PB. ERNANDES JOSE 
ROSA DO JANGA 2 PRE. EV. HILQUIAS L.SANTOS / DC. CHARLES BRANDSON
ROSA DO JANGA 3 PRE. PR. IZEQUIAS FLOR / PB. MARIO TIMOTEO FILHO
ROSA DO JANGA 4 PRE. PB. LUIZ CLAUDIO / PB. ORESTES JOSE
ROSA DO JANGA 5 PRE. PB. LUIZ DANUBIO / PB. JOSE AURELIO GOMES
ANIVERSARIANTES
PB. LUIZ DANÚBIO 26/01/2013 ROSA DO JANGA 5 PR. IZEQUIAS FLOR
EV. HILQUIAS LOPES 02/02/2013  ROSA DO JANGA 2  PR. IZEQUIAS FLOR
PB. JOSE LUIZ 05/02/2013 ROSA DO JANGA 1 PR. IZEQUIAS FLOR
PB. LUIZ CLAUDIO 09/02/2013 ROSA DO JANGA 4 PR. IZEQUIAS FLOR

CARAVANA SANTA CEIA  NO TEMPLO CENTRAL EM ABREU E LIMA
11 / 02 / 2013
2ª SEGUNDA-FEIRA
FEVEREIRO             ROSA DO JANGA 2 PR. IZEQUIAS FLOR


AGENDA DA IGREJA E CONVENÇÃO
DIA 01 A 03/02/2013 14HS – 7ª ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS – EBJ
DIA 10/02/2013 19HS – ABERTURA 37ª CONFRAT. DA MOCIDADE
DIA 11 E 12/02/2013 08 ÀS 17HS – 37ª CONFRATERNIZAÇÃO DA MOCIDADE
DIA 13/02/2013 19HS – ENCERRAMENTO DA 37ª CONFRATERNIZAÇÃO DA MOCIDADE
DIA 24/02/2013 14HS – 1º BATISMO NAS ÁGUAS
PARA MEDITAÇÃO: 2 CRÔNICAS 7.14
PENSAMENTO: “Geração que se quebranta”.

O Profeta Elias - Doutrinas Bíblicas


Os seis últimos capítulos de 1 Reis ocupam-se do ministério do profeta Elias no reino do norte, o reino das dez tribos. Este espetacular homem de Deus chama nossa atenção para um bom propósito. Ele é uma das figuras mais notáveis em toda a história de Israel. Sua proeminência é vista na reforma religiosa que executou e no fato de que o Novo Testamento fala mais dele do que de qualquer outro profeta do Antigo Testamento. Além disso, ele foi o escolhido para aparecer com Moisés na transfiguração do Senhor. Ademais, é a partir deste ponto que o ministério dos profetas nos dois reinos judaicos se torna mais enfático. Um dos personagens mais surpreendentes e fantásticos de Israel, Elias aparece repentinamente em cena como um profeta da crise, com trovões na voz e tempestades no olhar. Ele desaparece também de modo súbito, levado para o céu num carro de fogo. Entre a primeira e a última aparição, estende-se uma sequência de milagres espantosos. Chamaremos atenção aqui para três coisas: seu caráter, seu ministério e seu significado.
Seu caráter

A grandeza do caráter de Elias é reconhecida por todos. Mesmo os críticos que puseram em dúvida seus milagres concordam com ela. Ele parece ter sido notável até mesmo fisicamente. Não era homem da cidade, mas do campo. De fato, parece ter sido um verdadeiro beduíno, apreciando os esconderijos dos montes e vales, percorrendo as vastas Pastagens desabitadas de Basã. Sua aparência austera e sóbria sem dúvida teria atraído imediatamente a atenção do homem da cidade, vestido de forma mais agradável. Ao lermos sobre o confronto entre Elias e Acabe, quando o profeta anunciou a aproximação de um período de seca, devemos imaginar um xeque barbudo, de cabelos longos e pele queimada pelo sol, ou um daroês magro, de olhos penetrantes, vestido com peles de ovelha, entrando ousadamente na presença do rei e levantando um braço rijo para o céu ao acusá-lo de pusilânime em tons que soavam como os ecos temíveis das montanhas. Mas Elias surpreende também no que diz respeito à sua formação moral. Três qualidades destacam-se em especial: coragem, fé e zelo. Vaja a coragem. Este é o Martinho Lutero do Antigo Israel, que sozinho desafiou todos os sacerdotes da religião do Estado e todos os cidadãos do reino para um teste decisivo no Monte Carmelo. Veja também sua fé. Ela reforça a coragem. Era necessário ter muita fé para apresentar-se a Acabe e dizer: “… nem orvalho nem chuva haverá nestes anos segundo a minha palavra” (1 Rs 17.1)! A natureza, por si só, pode fazer o orvalho e a chuva faltarem por dias ou semanas e, em casos bem raros, até por alguns meses; mas para que o orvalho e a chuva sejam retidos durante anos é necessário que haja uma intervenção sobrenatural. Observe agora o zelo de Elias. Ele verdadeiramente expressou sua principal paixão, ao afirmar: “Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos” (1 Rs 19.10). Quanto este filho do deserto, queimado pelo sol e inculto, pode nos ensinar sobre o zelo pela honra divina, sobre a indignação ardente diante da transigência religiosa e sobre a lealdade veemente à palavra de Deus!

Seu ministério 
O Dr. Kitto comenta: “Havia dois tipos de profeta: os de ação e os de palavras. Dentre estes últimos, o maior é, sem dúvida, Isaías. Entre os primeiros, jamais houve alguém maior do que Elias”. Este é, portanto, o primeiro faio sobre o ministério de Elias: ele era um profeta de ação. Segundo nos consta, ele não escreveu nada, mas isto não nos surpreeende. Uma impetuosidade e um dinamismo como os de Elias dificilmente se unem à paciência de um escritor. Muitos dos mais entusiastas e enérgicos reformadores não tinham absolutamente qualquer dom como escritores, tram homens de ação e não de discurso. Sempre há necessidade de homens assim. O ministério de Elias também foi de milagres. A todo momento encontramos milagres. Em vista disso, alguns recentes “eruditos” descartatram sumariamente esta seção das Escrituras como sendo mítica. Todavia, a narrativa é tão sóbria e detalhada que, se não fossem palos milagres, o crítico mais destrutivo jamais questionaria sua veracidade. O ministério de Elias incluiu igualmente reforma. Ele não deu origem a nada. Contudo, protestou contra a apostasia religiosa e a degradação resultante de seu povo, chamando os homens de volta aos bons e antigo* caminhos que o Deus de Israel havia lhes designado através de Moisés. Hoje, há necessidade de denúncias assim diretas.

Seu significado 
Em primeiro lugar, Elias demonstra a verdade de que Deus tem sempre um homem que se apresenta na hora exata. As coisas já estavam suficientemente negras quando Acabe começou a reinar, mas ele logo as tornou cem vezes piores. Está escrito: “Ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau perante o Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o instigava” (1 Rs 21.25). Sob a liderança real foi feito um esforço determinado para eliminar a religião do Senhor. Este foi o período mais medonho de toda a história de Israel. Todavia, justamente na hora crítica surge o herói de Deus. A mesma coisa repete-se continuamente na história, Quando a luz da verdade evangélica parece estar a ponto de extinguir-se da cristandade, e o papado sufoca milhares de europeus sob seu manto perverso, Deus tem seus Luteros e Calvinos para chamar o continente de volta àquela fé entregue de uma vez por todas aos santos. Quando a política, a religião e a moral se tornam tão degenerativas na Inglaterra que a própria essência da nação é prejudicada, Deus tem os seus John Wycliffes, William Tyndales, Whitefields e Wesleys. Outro aspecto que Elias ilustra é que, quando a perversidade atinge proporções extraordinárias, Deus a confronta com medidas extraordinárias Os deuses fenícios que Jezabel e Acabe ensinaram Israel a adorar representavam essencialmente os elementos materiais que produzem o orvalho e a chuva - Baal, Astarote e Aserá. Assim sendo, o Deus verdadeiro mostra sua superioridade sobre todos os poderes da natureza, suspendendo a chuva e o orvalho por três anos e seis meses. Em oposição aos milagres fictícios da falsa religião, o Senhor intervém com milagres reais. Eis a razão pela qual o ministério de Elias é de milagres. Deus está enfrentando uma situação extraordinária com medidas extraordinária*. Acredito que também hoje, quando uma situação extraordinária começa a desenvolver-se, podemos esperar que Deus enfrente mais uma vez o desafio com medidas extraordinárias.
Extraído do livro “Examinai as Escrituras”, vol. 2, de J. Sidlow Baxter, editora Vida Nova, páginas 117-119.
Publicado no blog Doutrinas Bíblicas

Elias e os Profetas de Baal - Pr. Geraldo Carneiro Filho


ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 04 - DATA: 27/01/2013
TÍTULO: “ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL”
TEXTO ÁUREO - I Rs 18.21
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Rs 18.36-40
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I - INTRODUÇÃO:
Novamente a palavra do Senhor veio a Elias, agora para dirigi-lo a uma nova fase de sua missão. Ele estava prestes a enfrentar uma tarefa difícil, mas obteria sucesso absoluto. Afinal de contas, os profetas de Baal representavam uma causa perdida, mas Elias representava o Deus vivo e verdadeiro. Havia chegado para Elias a ocasião de voltar a Samaria e enfrentar o rei Acabe novamente.

II - CONFRONTANDO OS FALSOS DEUSES:
Uma das áreas onde o ser humano é facilmente confundido e iludido é a área dos sinais e maravilhas, pelo seu caráter sensacionalista e espetacular.
O sensacionalismo é um instrumento facilmente manipulável para chamar a atenção da multidão.
Satanás ama usar deste meio para chamar atenção das suas vítimas. É próprio do caráter satânico chamar a atenção para si e roubar a glória que pertence somente a Deus. E as massas são facilmente iludidas por este tipo de propaganda. A multidão, quase sempre, está atrás dos sinais e maravilhas.
Vejamos alguns deuses constantes na Bíblia Sagrada:

II.1 - BAAL:
Consistia o culto em queimar crianças vivas diante do altar e foi praticado no próprio templo de Salomão durante o reino de Atalia, Acaz e Manassés.
O plural é BAALIM = Senhor, Principal, Dono.
Em sua origem, significa Senhor ou Possuidor.
Segundo a crença, Baal fecundava a terra por meio de suas fontes e a quem como dono divino, se devia tributo. O Baal introduzido em Israel por Acabe foi MELKART DE TIRO (ASTAROTE).
Baal era adorado nos lugares altos de Moabe, desde os dias de Balaão e Balaque.
Este culto idólatra era acompanhado de ritos lascivos (I Rs 14:24).
Os pais sacrificavam os seus filhos, passando-os pelo fogo (Jr 19:5) e osculavam as imagens de Baal (I Rs 19:18; Os 13:2).
Este deus estava associado à Astarote (Jr 2:13) e nas proximidades de seu altar havia frequentemente uma imagem da deusa Aserá (Jz 6:30; I Rs 16:32-33).
Não se deve confundir este Baal com o deus da Babilônia, BEL, apesar de ambos serem adorados do mesmo modo e com a mesma significação.
No templo de Baal havia um bosque em torno do altar (Ex 6:25, 28).

II.2 - ASERÁ:
Aserá ou Aserem (plural de Aserim), é a forma masculina; e Aserote, a feminina.
É palavra traduzida uniformemente por BOSQUE.
Aserim é o nome de um tronco de árvore de que foram tirados os ramos e que era tido como símbolo de uma deus e com este nome de Aserá, representando a abundante fertilidade (Ex 34:13).
Os profetas de Aserá do tempo de Acabe, foram mortos, juntamente com os profetas de Baal, na Torrente de Quisom (I Rs 16:33; 18:19-40).
As mulheres teciam cortinas para o Aserá do Templo (II Rs 23:7). O rei Josias, como parte de sua reforma religiosa, mandou tirar do templo todos estes símbolos idólatras e os queimou no Vale de Cedrom.

II.3 - ASTAROTE:
Salomão adorou Astarote, deusa dos sidônios (Jz 2:13; 10:6; I Sm 7:3).
A palavra é o plural de ASTARTE.
Astarote é o mesmo príncipe das trevas que foi adorado como Ísis, no Egito; Diana, em Éfeso; Iemanjá, na Umbanda e a Rainha dos Céus (sob o nome de Maria), na Igreja Católica.
Para os gregos, Astarote foi Afrodite e, para os romanos, Vênus, deusa da guerra e do amor. Como deusa do amor, Astarte patrocinava a volúpia e a fecundidade. O culto a Astarote envolvia práticas lascivas extremas.
As Escrituras mencionam “Astarotes”, que era a agregação dos vários tipos de imagem-mulher adorados pelos cananitas. Todas procedem, segundo a história da Babilônia, de Semíramis e de seu casamento com Ninrode. Como se vê, a coisa vem de tempos remotos, tendo efeitos nocivos na sociedade que agora entrou no Século XXI!
Onde opera, hoje, a influência desse príncipe?
Ele é o encarregado de promover o culto ao belo, ao perfeito e ao corpo, sempre ligando-o ao sensualismo.
Há hoje na sociedade um verdadeiro culto ao belo. Jovens que procuram as academias para apresentar um corpo perfeito, que frequentam salões de beleza a todo instante para evitar as rugas, impedir a velhice, etc. Sempre a preocupação é manter-se sensual.
Tudo o que induzir ao sexo, à sedução sexual, tudo o que levar uma pessoa a querer mostrar sua beleza e vestir-se com o fim de atrair alguém para o sexo, vive sob influência desse principado satânico. Toda pornografia e apelos sexuais são capitaneados por Astarote, cuja missão é levar a sociedade à perdição.

II.4 - MOLOQUE, MILCOM e CAMOS:
Um deus dos amonitas - Lv 18:21; I Rs 11:5, 33; II Rs 23:10; Jr 32:35; Am 5:26; At 7:43.
O segundo demônio que Salomão adorou foi MILCOM, abominação dos amonitas e a CAMOS, abominação de Moabe.
Milcom e Moloque são os mesmos deuses adorados em diferentes países.
Moloque exigia sacrifício de crianças.
Milcom era o deus de Amom cuja nação foi formada com os descendentes de Ló, que cometeu incesto com as suas duas filhas. Deduzimos, portanto, que esse deus está ligado ao lar, separando casais e levando à prática de incesto.
Desta forma, Milcom, Camos e Moloque trabalham na desestruturação dos lares.
Moloque ataca as crianças (hoje em forma violenta pela mídia, desenhos, filmes, etc).
Milcom e Camos, juntamente, operam na defesa do aborto, o que não deixa de ser uma espécie de sacrifício de crianças.

II.5 - VENTRE E BACO:
As Escrituras falam também de Ventre ou Baco. Ainda que não estejam mencionados no Antigo Testamento, esse príncipe leva as pessoas ao culto das coisas terrenas.
Paulo fala daqueles que adoram seus próprios ventres (Rm 16:18) “visto que só se preocupam com as cousas terrenas” (Fp 3:19).
A palavra BACANA procede desse contexto, e, por extensão, BACANAL! É uma mistura de prazer, sexo e comida, ou seja, orgia, onde sexo, banquete e festa são elementos presentes.
Dar-se o prazer de festas e comidas, mesmo com a ausência de sexo, ainda é servir a Baco, deus do ventre! E quantos crentes caem nesse laço de Baco!
A comunidade dos discípulos de Jesus pode ter seus momentos de festas, com alegria, comidas, etc. Jesus participou dessas festas.
A Igreja dos dias apostólicos tinha seus momentos de celebrações.
Deus mesmo instituiu as festas para o povo judeu no Antigo Testamento.
Mas quem era celebrado entre os discípulos? JESUS. Sempre que o pão era partido havia a lembrança de Jesus!
O problema maior da Igreja é que em suas festas Jesus é dispensado, apenas Baco ou Ventre são celebrados.

II.6 - “DEUS DE ISRAEL” - O VERDADEIRO DEUS
O nosso Deus é o Senhor soberano e o único que pode suspender as leis conhecidas como naturais e colocar uma outra lei em operação, para intervir na situação humana. Por isso, nosso Deus é o Deus dos milagres:
(1) - Abre uma estrada seca no meio dos mares para libertar o seu povo (Ex 14:15-25);
(2) - Derruba o muro de Jericó com o som da trombeta (Js 6);
(3) - Faz o Seu povo ganhar a guerra fazendo o sol e a lua pararem (Js 10:12-15);
(4) - Faz perecer Moabe, Amom e os da Montanha de Seir com os louvores dos levitas (II Cr 20);
(5) - Vence a morte (Jo 11);
(6) - Cura enfermos (Lc 14:1-6);
(7) - Dá vista aos cegos (Lc 18:35-43);
(8) - Limpa e cura leprosos (Lc 17:11-19);
(9) - Expulsa demônios (Mt 17:14-21);
(10) - Multiplica pães e peixes para a multidão (Mt 14:13-21);
Enfim, O NOSSO DEUS É O SENHOR DOS MILAGRES.     III -