sábado, 15 de dezembro de 2012

Ageu - O Compromisso do Povo da Aliança - Pr. Altair Germano


Amados, diante de uma vastidão de informações sobre Ageu e sua profecia, mas uma vez me deterei na aplicação prática das lições que aprendemos com o profeta e o seu tempo.
REPENSANDO A NOSSA MISSÃO E PRIORIDADES
Assim fala o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a Casa do SENHOR deve ser edificada. Veio, pois, a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta Ageu, dizendo: É para vós tempo de habitardes nas vossas casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta? […] Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos. Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei e eu serei glorificado, diz o SENHOR. (Ag 1.2-4, 7-8)
Para cada tempo Deus tem uma missão para o seu povo. Nos dias de Ageu, quando falou aos exilados que retornaram à sua terra, a reconstrução do Templo era a missão prioritária. Em vez de cumprir as orientações do Senhor para a realização da sua obra, o povo negligenciou a tarefa e passou a se preocupar com os seus próprios interesses. A palavra hebraica traduzida por “deserta” é harebh, que significa também devastada, arruinada, assolada, em ruínas.
Diferente da missão outorgada aos ouvintes de Ageu, a nossa, na condição de igreja, não é prioritariamente a construção de templos, mas a edificação de vidas. A igreja é edificada quando vidas são edificadas:
[…] e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, (Mt 16.18)
Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; (Ef 2.19-20)
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, (Ef 4.11-12)
Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis. (1 Ts 5.11)
Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai a vós mesmos na caridade de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. (Jd 20)
Contemplamos na atualidade uma séria inversão de valores, manifesta no fato de que estamos trocando as pessoas por concreto e ferro. A construção de templos é em alguns casos motivada por competição e ostentação. Em outros casos a ideia é utilizar a suntuosidade, o luxo e o conforto dos templos para atrair “clientes” e “público”. Precisamos perguntar para nós mesmos: É de fato necessário? É para a glória de Deus?
Não estamos com isso generalizando, pois temos também espaços litúrgicos adequados, simples e funcionais. É preciso ainda considerar algumas questões pertinentes aos nossos tempos, onde o espaço de culto é necessário. Não estou aqui julgando, mas apenas alertando quanto às questões aqui expostas. Se você constrói, construa para o louvor do Senhor, construa sob a direção e aprovação do Senhor. Que a nossa consciência possa estar em paz diante de Deus, que as nossas ações possam estar fundamentadas em sua palavra.
Enquanto vemos alguns “prédios” sendo construídos e reconstruídos, enquanto enriquecemos os empresários da construção civil, contemplamos tristemente a ruína e o empobrecimento de vidas que carecem de socorro, atenção e ajuda, a ruína e o empobrecimento da doutrina, a ruína e o empobrecimento da ética e da moral conforme o padrão de Jesus, a ruína e o empobrecimento do amor e da misericórdia, a ruína e o empobrecimento da simplicidade, a ruína e o empobrecimento de instituições que na placa e na declaração de fé se intitulam de cristãs.
Precisamos nos voltar para a edificação da Igreja. Precisamos nos voltar para a edificação e reconstrução de vidas, casamentos, famílias e ministérios (vocações). Precisamos investir mais na pregação do evangelho e no discipulado. Precisamos cumprir a missão de Deus para a nossa geração.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Ageu - O Compromisso do Povo da Aliança - Rede Brasil de Comunicação


Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524
LIÇÃO 11 - AGEU - O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA
INTRODUÇÃO
Ageu é o primeiro de três livros pós-exílicos do AT (os outros dois são Zacarias e Malaquias). Ele é chamado de “o profeta” (Ag 1.1; 2.1,10; Ed 6.14) e embaixador do Senhor (Ag 1.13). A profecia de Ageu tinha por objetivo encorajar os desanimados judeus que retornaram do exílio a reconstruir o templo, depois dos setenta anos do cativeiro babilônico.
I - INFORMAÇÕES SOBRE O PROFETA AGEU
1.1 Nome. Do hebraico Haggai significa “festividade” ou “festivo“. Provavelmente ele recebeu este nome porque o seu nascimento coincidiu com uma das festas judaicas. Seu nome está ligado ao maior objetivo de sua profecia, que era completar o templo para reiniciar as festividades religiosas. A tradição judaica sustenta que ele nasceu na Babilônia e estudou sob a orientação do profeta Ezequiel.
Evidentemente veio para Jerusalém após o retorno do primeiro grupo de exilados em 537 a.C., pois o seu nome não consta da lista dos que retornaram (Ed 2.2) (ELISSEN, 2004, p.329).
1.2 Livro. O livro de Ageu contém dois capítulos e quatro mensagens, cada uma delas introduzida pela frase “a Palavra do Senhor” como veremos a seguir: (1ª) Ageu repreende os judeus por estarem tão interessados em suas próprias casas, revestidas de cedro por dentro, enquanto a Casa de Deus permanecia em desolação (Ag 1.4). (2ª) Poucas semanas depois, a reação dos judeus, que haviam visto a glória do primeiro templo e que consideravam como nada o segundo, começava a desanimar o povo (Ag 2.3). Ageu, então, exorta os líderes a se mostrarem corajosos, porque seus esforços faziam parte de um quadro profético mais amplo (Ag 2.4-7); e “a glória desta última casa será maior do que a da primeira” (Ag 2.9). (3ª) A terceira mensagem de Ageu conclama o povo a viver uma vida de santa obediência (Ag 2.10-19); e (4ª) A última mensagem prediz que Zorobabel representaria a continuação da linhagem e da promessa messiânica (Ag 2.20-23).
1.3 Contemporâneos. Zacarias, um profeta mais jovem, foi contemporâneo de Ageu. Os dois tornaram-se os principais incentivadores dos trabalhos de restauração, ao apressarem o povo recém-chegado do exílio a reiniciar a construção do Templo (ELISSEN, 2004, p.329).
1.4 Contexto histórico e político do livro. Em 538 a.C., Ciro rei da Pérsia, promulgara um decreto, permitindo aos judeus exilados voltarem à pátria para reconstruir Jerusalém e o templo, cumprindo, assim, as profecias de Isaías e Jeremias (Is 45.1-3; Jr 25.11,12; 29.10-14), e a intercessão de Daniel (Dn 9). O primeiro grupo de judeus a voltar a Jerusalém, havia lançado os alicerces do novo templo em 536 a.C., em meio a muita emoção e expectativa (Ed 3.8-10). No entanto, os samaritanos e outros vizinhos opuseram-se fisicamente ao empreendimento, desanimando aos trabalhadores de tal maneira, que a obra acabou por ser interrompida em 534 a.C. A indiferença espiritual generalizou-se, induzindo o povo a voltar à reconstrução de suas próprias casas. Em 520 a.C., Ageu, acompanhado pelo profeta Zacarias, conclama Zorobabel e o povo a retornar a construção da casa de Deus. Quatro anos mais tarde, o Templo foi completado e dedicado ao Senhor (Ed cap. 4-6). Elissen (2004, p.330), nos relata as datas e os acontecimentos relativos ao contexto do livro:
DATA ACONTECIMENTO
538 a.C. Decreto de Ciro para o retorno dos judeus a fim de reconstruírem o Templo (Ed 1.1).
537 a.C. Retorno dos primeiros cativos sob governo de Sesbazar (Ed 2.1); o altar foi erguido e as ofertas foram reiniciadas em Jerusalém (Ed 3.6).
536 a.C. Começa a reconstrução das fundações do Templo (Ed 3.10).
534 a.C. Reconstrução interrompida devido a ameça dos samaritanos (Ed 4.4-5).
530 a.C. Interrupção oficial da reconstrução por ordem de Artaxerxes (Ed 4.6, 21).
521 a.C. Ascensão de Dario Histaspes ao trono persa (Ed 4.5).
520 a.C. Retomada da construção do Templo após a insistência de Ageu e Zacarias (Ed 5.1,2; Ag 1.14,15); Decreto de Dario I para recomeçar a construção do Templo, com garantia de subsidio e proteção a fim de assegurar o seu término (Ed 4.24; 6.8).
516 a.C. Templo terminado em 3 de março (Adar), possibilitando a observância da Páscoa em 14 de abril (Ed 6.19).
1.5 Contexto religioso. Em 537 a.C. começou uma grande era para os judeus com a volta do cativeiro e o reinício das ofertas da aliança em Jerusalém. Mas a pausa na reconstrução esfriou o entusiasmo de todos, e eles se voltaram para interesses pessoais. Todavia, essas atividades resultaram em um castigo por não terem tido em alto apreço a fundação do novo Templo (Ed 3.12-13; Ag 2.3). Após aproximadamente 14 anos de negligência na reconstrução do templo, o Senhor mandou seca e má colheita ao povo a fim de alertá-lo.
Mandou depois os profetas Ageu e Zacarias mostrar-lhes a causa do problema econômico e sugerir que todos cuidassem da sua responsabilidade mais importante, a reconstrução do templo do Senhor (ELISSEN, 2004, pp.330,331).

domingo, 9 de dezembro de 2012

Dia da Bíblia



Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI. O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP). 

E, graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela entidade, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de todas a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional. 

Hoje, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Realização de cultos, carreatas, shows, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia e distribuição maciça de Escrituras são algumas das formas que os cristãos encontraram de agradecer a Deus por esse alimento para a vida.

sábado, 8 de dezembro de 2012

10 razões porque a pregação da Palavra deve ser o centro dos nossos cultos.


O reformador francês João Calvino via a pregação do evangelho como o centro da vida e obra da igreja. Ele cria que a pregação era central na igreja porque ela era o modo de Deus salvar o Seu povo, até o ponto dele se considerar também um ouvinte: "Quando eu subo ao púlpito não é para ensinar os outros somente. Eu não me retiro aparte, visto que eu devo ser um estudante, e a Palavra que procede da minha boca deve servir para mim assim como para você, ou ela será o pior para mim. ", dizia ele. Para Calvino a pregação da Palavra era um meio de graça para o povo de Deus - “Quando nos reunimos em nome de Deus”, ele dizia, “não é para ouvir meros cânticos" (diferentemente da nossa geração que valoriza extravagantemente o momento de louvor). 

Para Calvino, os que desenvolviam tais práticas se alimentavam exclusivamente de vento. Além disso, Calvino cria que a pregação deveria ser “sem exibição”, para que o povo de Deus pudesse reconhecer nela a Palavra de Deus e para que o próprio Deus, e não o pregador pudesse ser honrado e obedecido. A luz deste background gostaria de trazer 10 razões porque a pregação das Escrituras deve ocupar o centro do nosso culto:
 1- Cristo é exaltado. As Escrituras quando pregadas exaltam o nome do Senhor. É impossível expor a Bíblia sem que o nome do Eterno seja glorificado.
 2- O homem é humilhado. A Exposição das Escrituras aponta para o estado de miserabilidade do homem. A pregação da Bíblia revela quem somos, nossas incongruências, idiossincrasias e pecaminosidade, revelando-nos que fora de Cristo todos estão mortos em seus delitos e pecados.
 3- Somos reanimados no Senhor. As Escrituras quando pregadas trazem sobre a finitude humana, o poder infinito de um Deus Soberano proporcionando com isso o reascendimento da chama da esperança.
 4- Nossa psiquê é envolvida por graça. A Palavra de Deus quando pregada traz remédio para a alma cansada, refrigério para o abatido, alento para o desesperançoso.
 5- A Igreja é edificada. Quando a Bíblia é proclamada nossas igrejas são edificadas. A exposição das Escrituras, ao contrário dos movimentos vazios contemporâneos, fazem com que o povo de Cristo cresça no conhecimento do Senhor.
 6- Somos protegidos dos erros doutrinários. Calvino costumava dizer que as Escrituras Sagradas é o escudo que nos protege do erro. A Bíblia quando pregada nos traz orientações importantíssimas que se aplicadas em nosso cotidiano nos protegem das heresias e distorções teológicas propagadas pelos falsos profetas.
 7- Nos tornamos pessoas mais comprometidas com Cristo. As Escrituras quando pregadas nos desafiam a viver como Cristo viveu. A Bíblia quando proclamada nos leva a desejarmos viver a vida cristã de forma santa, pura e abnegada.
 8- Vivemos para a glória de Deus. A Bíblia quando pregada leva-nos a querer viver exclusivamente para a glória de Deus.
 9- Ansiamos pela volta do nosso Redentor. As Escrituras quando proclamadas nos levam a ima santa ansiedade pelo glorioso dia em que o Rei dos reis e Senhor dos Senhores voltará para a sua igreja. 10- Somos reavivados. A Bíblia quando pregada reaviva nossa alma, aquece os corações, desperta-nos para oração, desafia-nos a intercessão enchendo nossos corações com o santo desejo de estar continuamente em sua santa presença. Pense nisso!

Maior Seminário Bíblico

EBD Rosa do Janga II