sábado, 27 de outubro de 2012

Amós - A Justiça Social como parte da Adoração - Pr. Altair Germano




O estudo sobre os Doze Profetas Menores será relevante na medida em que aprendermos e aplicarmos aos nossos dias as suas preciosíssimas lições.
O HOMEM E A SUA VOCAÇÃO PROFÉTICA 
Amós era natural de Tecoa, um povoado que ficava ao sul de Jerusalém, a menos de 20 km da capital de Judá (Am 1.1). Sua atividade antes de exercer o ministério profético era a de boieiro (vaqueiro) e de cultivador de sicômoros (Am 7.14). Não se sabe ao certo se na condição de boieiro Amós era proprietário de um pequeno rebanho ou um assalariado. A atividade de cultivador de sicômoros, fruto comestível, implicava em arranhar as frutas com a unha ou com um objeto de metal antes que amadurecessem, para que dessa forma ficassem doces.[1]
O PROFETA, O LUGAR E A ÉPOCA EM QUE EXERCEU O SEU MINISTÉRIO 
O ministério profético de Amós foi exercido em Betel (hb. bet-’el, casa de Deus). A cidade de Betel chamava-se Luza, mas os israelitas, ao se apropriarem da região, passaram a chamá-la como o nome do santuário cananeu. A narrativa histórica sobre Abraão e Jacó faz menção de Betel (Gn 12.8; 13.3-4; 28.10-22). Após o cisma entre as tribos do norte e do sul, em aproximadamente 931 a.C., Betel foi transformado em santuário nacional pelo rei Jeroboão I, que aí instalou a imagem de um touro (I Rs 12.26-33). Amós profetizou quando Uzias era o rei de Judá, e Jeroboão II (filho de Joás, reinava em Israel, por volta de 760 a.C.
OS DESTINATÁRIOS DA MENSAGEM PROFÉTICA DE AMÓS 
As primeiras mensagens proféticas de Amós são direcionadas a Damasco (1.3), Gaza (1.6), a Tiro (1.9), a Edom (1.11), a Amom (1.13) e a Moabe (2.1). Como é de se esperar, quando as profecias são juízos de Deus contra os inimigos de Israel, o povo se une e aplaude o profeta. A sétima mensagem profética é também bem recebida, pois se destina a Judá (2.4), cuja rivalidade com o reino do Norte era ainda grande.
Conheço “profetas” hábeis na arte de profetizar contra os “inimigos” de uma instituição ou da liderança, mas não se portam da mesma maneira quando as coisas na instituição para quem profetizam, ou na liderança da mesma não vão bem. Amós não era esse tipo de profeta, levado pela conveniência.
A oitava mensagem de Amós se volta contra a própria nação de Israel, denunciando as mazelas da classe dominante, do sistema vigente, injusto e opressor. Amós não recuou diante da difícil e impopular tarefa de profetizar contra os seus ouvintes.
A MENSAGEM PROFÉTICA DE AMÓS 
Entre os pecados denunciados por Amós estavam:
- O luxo das classes dominantes:
Ai dos que repousam em Sião e dos que estão seguros no monte de Samaria; que têm nome entre as primeiras nações. E aos quais vem a casa de Israel. […] que dormis em camas de marfim, e vos estendeis sobre os vossos leitos, e comeis os cordeiros do rebanho e os bezerros do meio da manada; que cantais ao som do alaúde e inventais para vós instrumentos músicos como Davi; que bebeis vinho em taças e vos ungis com o mais excelente óleo, mas não vos afligis pela quebra de José. Eis que, agora ireis em cativeiro entre os primeiros que forem cativos, e cessarão os festins dos regalados.(Am 6.1, 4-7)
Os pecados do tempo de Amós não se repetem em nossos dias? Basta olhar para os líderes evangélicos que multiplicam seu patrimônio através do uso indevido dos dízimos e das ofertas das lavadeiras, pedreiros, ambulantes, viúvas pensionistas, e até dos mais bem remunerados e posicionados socialmente.
Conheço líderes que possuem um rico patrimônio, pois já eram bem sucedidos em suas atividades profissionais. Outros enriqueceram “do dia para a noite”, se utilizando dos recursos da igreja, alegando “autoridade dada por Deus para isso”. Que vergonha, que vexame, que insensatez!
Como pode um líder cristão adquirir apartamentos e coberturas em prédios de luxo, fazendas, gados, carros luxuosíssimos e outros bens, e ainda assim ficar com a consciência tranquila diante da condição da maioria? O Senhor julgará os que assim praticam.
E o que falar das “vacas de Basã” (Am 4.1)? As mulheres em Samaria incitavam os maridos para manter a opressão e o luxo, pois do mesmo também desfrutavam. Não nos parece as “vacas de Basã” com as esposas de líderes cristãos inescrupulosos, aquelas que passam o dia (e todos os dias) nos shoppings procurando as últimas novidades, os recentes lançamentos? Que entregam o trabalho de oração às irmãs simples da igreja, enquanto o seu próprio trabalho é gastar, gastar e gastar? Para as vacas de Basã Amós profetizou:
Jurou o Senhor Jeová, pela sua santidade, que dias estão para vir sobre vós, em que vos levarão com anzóis e a vossos descendentes com anzóis de pesca. E saireis pelas brechas, uma após outra, e vos lançareis para Hermom, disse o Senhor. (Am 4.2-3).
- A injustiça social:
Portanto, visto que pisais o pobre e dele exigis um tributo de trigo, edificareis casas de pedras lavradas (casas luxuosas), mas nelas não habitareis; vinhas desejáveis plantareis (sítios e fazendas), mas não bebereis do seu vinho. Porque sei que são muitas as vossas transgressões e enormes os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate e rejeitais os necessitados na porta. (Am 5.11-12)
Reparem na riqueza de detalhes desta mensagem, e das suas similaridades com situações vivenciadas em nossos dias. Líderes exigem tributos (dízimos e ofertas), como já falamos, aumentam o patrimônio pessoal escandalosamente, enquanto irmãos necessitados deixam de ser atendidos e socorridos pelos mesmos líderes nos seus gabinetes pastorais. Os necessitados pedem socorro e ajuda, mas o líder nunca pode atendê-los, sempre ocupado em reuniões para tratar dos “negócios”, ou desfrutando do conforto e privilégios de suas riquezas injustas.

sábado, 20 de outubro de 2012

Joel - O Derramamento do Espírito Santo - Ev. Isaias de Jesus

TEXTO ÁUREO = “De sorte que, exaltado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis” (At. 2.33). VERDADE PRÁTICA = Deus é infinitamente poderoso para hoje derramar sobre nós o seu Espírito como um rio transbordante, assim como fez no passado. LEITURA BIBLICA = JOEL 1: 1; 2: 28-32 INTRODUÇÃO Através das várias épocas, o Espírito Santo tem operado de forma extraordinária. Porém, na dispensação que vivemos, chamada de “ministério do Espírito” (2 Co 3.8) sua operação vem superando as demais, pois sua presente missão é dar continuidade a obra de Jesus na cruz do Calvário. Ele glorifica a Jesus (Jo 16.14), e anuncia ao pecador as bênçãos oriundas do sacrifício vicário de Cristo (Jo 16.15). O LIVRO DE JOEL O Nome e a Situação Histórica O nome Joel (hb., Yoel) significa “Jeová é Deus”. Com toda a probabilidade, Joel foi judeu natural do Reino de Judá e habitante de Jerusalém. Embora não haja provas, supõe-se que era sacerdote ou, pelo menos, um “profeta ligado ao templo”.’ O contexto histórico da profecia foi uma época de pânico nacional em face das devastações de uma praga de gafanhotos sem paralelo na história. Na opinião do profeta, a praga era uma advertência solene de julgamento vindouro no “dia de Jeová”, que é a idéia central do livro de Joel. A Data da Composição A data da profecia é questão de muita discussão entre os estudiosos da Bíblia. Levando em conta que há poucas ou nenhuma evidência externa, temos de tirar nossas conclusões do próprio texto. Joel não data sua profecia de acordo com o governo de um determinado rei, como fazem Oséias, Amós, Isaías e outros; nem faz alusão específica a situações históricas que nos ajudam a estipular uma data. E nitidamente claro que Joel cita ou é mencionado por outros profetas. Se for colocada em uma data anterior e Joel for o original, a profecia torna-se fonte de pensamentos sementeiros para muitos outros profetas. Se o livro foi escrito em data posterior, Joel se torna o resumo de grande parte do que foi expresso antes dele.2 A. F. Kirkpatrick faz excelente defesa da posição conservadora que data Joel em cerca de 830 a.C., durante a minoridade do rei Joás e a regência de Jeoiada, o sumo sacerdote. Tal intérprete baseia-se nos seguintes argumentos. 1) A posição do livro entre Oséias e Amós indica que a tradição judaica o considerava antigo. A posição no cânon é forte evidência de data anterior. 2) Há nítida evidência de “cópia” entre Amós e Joel (cf. Jl 3.18 e Am 9.13; note que JL 3.16 é usado como texto por Amós no começo de sua profecia). Se Amós cita Joel, como parece, a profecia deve ser mais antiga que 755 a.C. 3) O método de governo implícito em Joel concorda com o tipo de regência de Jeoiada. Considerando que não há menção a rei, são os sacerdotes e anciões que têm de cumprir a “responsabilidade de liderança nacional”.4 O texto de 2 Reis 11.4 ressalta que Joás tinha sete anos quando foi coroado, e que seu tio, o sumo sacerdote, “exerceu influência governável em Judá até o dia em que morreu”. 4) Os inimigos de Judá são nações identificáveis em uma data anterior. Não são mencionados os assírios, os caldeus e os persas. As nações que desempenham seus papéis no drama representado por Joel são os filisteus, edomitas, egípcios e fenícios. Claro que na época da escrita do livro a Assíria e a Babilônia não eram nações perigosas; caso contrário Joel as teria mencionado. O Egito e nações menores ameaçavam Judá. Este fato indicaria uma data anterior e não posterior. Archer conclui que as evidências internas pertinentes à composição da profecia concordam mais com um período em torno de 835 a.C. do que com qualquer outra data. Além destes argumentos resumidos, ele acrescenta: “As evidências lingüísticas concordam perfeitamente com esta data anterior, e tornam a teoria da composição pós-exilica bastante insustentável. E justo afirmar que os argumentos a favor de uma data avançada estão amplamente baseados na suposição filosófica humanística e não na dedução racional dos dados do próprio texto”. As Idéias Centrais O ensino de Joel gira em torno do “dia de Jeová”. Nesse dia, durante certa conjuntura perigosa, o Senhor manifesta seu poder e majestade na destruição dos inimigos e na libertação daqueles que nele confiam. Sua abordagem é marcada por grandes calamidades e fenômenos extraordinários na esfera da Natureza. O caráter do dia, se é de terror ou de bênção, dependerá da atitude do coração e da vida do indivíduo em relação a Jeová. Outro ensino principal acha-se no derramamento do Espírito Santo. Em nenhuma outra parte do Antigo Testamento encontramos uma promessa tão abrangente cujo cumprimento significasse o cumprimento das palavras de Moisés: “Tomara que todo o povo do SENHOR fosse profeta, que o SENHOR lhes desse o seu Espírito!” (Nm 11.29). O Dia de Pentecostes marcou o início deste cumprimento. Desde então, tem se cumprido com abundância cada vez maior. Joel nada fala sobre a pessoa do Messias. Na conjuntura final, é o próprio Jeová que interfere, quando julga as nações e liberta os judeus. Por causa do destaque nos aspectos externos da religião, Joel é censurado por desprezar “o mais importante da lei”. Mas não é verdade que não mostrou interesse pelas exigências morais, pois prometeu libertação não apenas sobre as observâncias externas, mas também com base na “tristeza segundo Deus [que] opera arrependimento para a salvação”. Quando o estudante de Joel transcender o “particularismo nacional” do profeta, verá a mensagem permanente do livro que causou tamanha influência no Novo Testamento. Sob a revelação divina, Joel é capaz de sustentar um equilíbrio entre os elementos externos e internos da religião. Deus se revela pelo seu Espírito como também pela Natureza. O texto profético dá a devida consideração à adoração formal e reputa o arrependimento e a fé (que são características interiores) como obrigações primárias do homem. Embora a promessa messiânica indique a limpeza do ambiente externo, a tônica central de Joel é a presença de Deus no meio de seu povo obediente e fiel. A contribuição mais significativa do profeta acha-se na promessa do derramamento do Espírito de Deus sobre todos os crentes. “No cumprimento desta promessa, a mais verdadeira experiência cristã do Senhor desde o Pentecostes é principalmente espiritual e pessoal e não formal e sacerdotal”. A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO 1. Sua personalidade. O Espírito Santo não é uma influência, uma energia imperceptível ou um mero poder impessoal como erradamente ensinam alguns Ele e uma pessoa dotada de personalidade própria 2. Provas da personalidade. Entre outras, podemos destacar algumas através: a) Do nome Consolador. Estando na terra, Jesus era o Libertador e Consolador (Lc 4.18,19); porém, tendo sido assunto ao Céu, enviou outra pessoa, outro Consolador, o Espírito Santo (Jo 14 16) que ministraria como Ele o fez durante o seu ministério terreno..(Jo 16.13). b) Dos atributos de personalidade conferidos ao Espírito.. Ele tem: entendimento, pois fala (Ap 2.7), ensina (Jo 14.26), guia (GI 5.18); sentimento, pois entristece.(Ef 4.30), ama (Rm 15.30), geme (Rm 8.26); vontade própria, pois impede (At 16.6,7), convida (Ap 22.17). 2. Sua divindade. Entre outras provas da sua divindade temos: a) Ele é integrante da Santíssima Trindade. O Pai é Deus (Mt 6.8), o Filho é Deus (2 Pe 1.1), e o Espírito também é Deus (At 5.3,4; 2 Co 3.18). b) Atributos divinos a Ele conferidos. Ele possui eternidade (Hb 9.14) onisciência (1 Co 2.10), onipresença (SI 139.7-10) e onipotência (l Co 12.11). O derramamento do Espírito Os versículos 28 a 32 formam o capítulo três no texto hebraico, e o capítulo três das nossas traduções é o quarto no original. Ninguém se inclinará a duvidar de que a revelação da verdade em 2:28-32 é de importância para justificar seu aparecimento num capítulo à parte. E lamentável dizê-lo: esta passagem vital (com sua contraparte no Novo Testamento no capítulo dois de Atos) tem sido mal interpretada de maneira gritante. Observe-se o tempo indicado na passagem. Os acontecimentos aqui expostos são colocados cronologicamente naquele tempo designado como “depois”. Que significa esse tempo? Encontramo-lo em Oséias 3:5, e aqui está acoplado a “nos últimos dias”. O profeta está falando dos últimos dias para Israel, período que abrange tanto o da Tribulação como o do reinado do Messias, que vem em seguida. (Compare com Isaías 2:2 e com as palavras de Pedro em Atos 2:17.) Nesse tempo Deus derramará seu Espírito, o bendito Espírito Santo, sobre toda a carne. Estão aqui implícitas diversas verdades: (1) a figura empregada é tomada da analogia da chuva (2:23); (2) o derramamento revela que o Espírito vem de cima; e (3) o Espírito é dado em abundância. O derramamento do Espírito deve ser sobre toda a carne. Terá caráter e raio de ações universais. Mas, significa que é universal para todo o Israel ou para toda a humanidade? Os expositores da passagem se acham divididos. Alguns se apegam a uma posição e outros a outra. Ninguém, contudo, negará, partindo do contexto e do ensino profético de outras porções do Antigo Testamento, que todo o Israel está por certo incluído. Não constituirão barreira ou obstáculo a esse dom do Espírito as diferenças de idade (velhos e jovens), de sexo (filhos e filhas), ou de posição (servos e servas). Não há registro algum no Antigo Testamento no qual um escravo tenha recebido o dom da profecia. Nos últimos dias, porém, realizar-se-á o ardente desejo de Moisés (Números 11:29). Os sonhos, as visões e a profecia de que aqui se falam são os três modos mencionados em Números 12:6. Observe-se que o versículo 29 reitera a mesma verdade contida no versículo 28: “derramarei o meu Espírito.” Repete-se, também, o elemento tempo. Não pensemos que esta seja a primeira menção de um derramamento do Espírito de Deus sobre Israel nos livros proféticos do Antigo Testamento (Isaías 32:15; 44:3, 4; Ezequiel 36:27, 28; 37:14; 39:29; Zacarias 12:10). Mas aquele dia significará ira e juízo sobre os incrédulos. Deus executará poderosas transformações tanto no céu como na terra. O Sol e a Lua serão afetados, e sangue e fogo (como em Êxodo 7:17 e 9:24) e colunas de fumo (como em Êxodo 19:18) serão visíveis. Será o grande e temível dia do Senhor. Não obstante, o derramamento do Espírito resultará em salvação. Haverá os que invocam o Senhor para obter livramento físico e a quem o Senhor chamará para a salvação espiritual. Observe-se o emprego duplo da idéia de invocar: (1) invocar a Deus (significa salvação, Romanos 10:13) e (2) Deus chamando-os. Deus predisse que um resto escaparia (Obadias 17; Zacarias 14:1-5) e estes serão uma bênção para toda a terra. Cumprimento da profecia A esta altura está em ordem perguntar se a profecia de Joel cumpriu-se em Atos 2. De início é preciso deixar claro que é incorreto dizer que não há conexão entre as duas passagens. Pedro declara com clareza estar-se referindo à predição de Joel. Contudo, esse fato sozinho não constitui

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Como Entender o Arrependimento de Deus?


Deus nunca muda de idéia nem se arrepende do que faz?

  • (Ml 3:6) "Eu, o Senhor, não mudo.
  • (Nm 23:19) Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa.
  • (1Sm 15:29) Aquele que é a Glória de Israel não mente nem se arrepende; pois não é homem para que se arrependa...". 

Volta atrás e se arrepende?

  • (Êx 32:14) "Então o Senhor se arrependeu do mal que dissera havia de fazer ao seu povo.
  • (Gn 6:6-7) Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e isso lhe pesou no coração (...) pois me arrependo de os haver feito. (Jn 3:10) Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez.
  • (2Rs 20:1-7) Ezequias adoeceu e o profeta Isaías disse: Assim diz o Senhor: Põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás. Ezequias orou ao Senhor e chorou muitíssimo. Então o Senhor fez Isaías voltar e falar para Ezequias que tinha ouvido as orações e o curou"
  • (Gn 18:23-33) Abraão consegue convencer a Deus que não deveria destruir a cidade de Sodoma se lá encontrasse pelo menos 10 justos. No início todos seriam destruídos, justos e ímpios, mas com a interferência de Abraão, que demonstrou ser um excelente argumentador, o Senhor amoleceu o coração e passou a ser mais condescendente. Dos 50 justos que havia falado anteriormente, se conformou em procurar apenas dez. 

RESPOSTA:

       De fato, na Sua essência, Deus não muda. Deus perfeitíssimo não poderia melhorar a Sua perfeição ou piorá-la. O que mudam são as circunstâncias. Com o vento soprando em uma única direção o navegador poderá mudar a direção do seu barco, para a esquerda ou para direita, dependendo da posição que toma. Uma casa não muda de lugar, mas podemos dizer que ela está ora à esquerda, ora à direita, dependendo da posição de quem a observa. É grosseira a comparação, mas auxilia na compreensão da natureza de Deus, no caso sob comentário. Em todos os casos sob análise o que mudou não foi Deus, mas as circunstâncias mudaram. Às vezes o arrepender-se de Deus é sinônimo de tristeza, como no caso da criação do homem (Gn 6). Após criar o homem, Deus disse que tudo que tinha feito era muito bom (Gn 1.31). Depois da queda, o homem mudou, as circunstâncias mudaram, e Deus se entristeceu da lastimável situação de sua criatura. Deus é Justiça e Misericórdia. A intercessão de Abraão, no caso da destruição de Sodoma e Gomorra, moveu a misericórdia de Deus. O clamor do rei Ezequias moveu a misericórdia de Deus. O clamor de Moisés moveu a misericórdia de Deus e todos não foram eliminados no caso do bezerro de ouro. A intercessão de Jonas, o arrependimento e jejum dos ninivitas mudaram as circunstâncias, então houve mudança da atitude de Deus com relação àquela cidade (Livro de Jonas). Da mesma forma, hoje acontece a mesma coisa. Todos os homens estão sob condenação eterna, porque todos pecaram e destituídos estão da salvação (Rm 3.23). Todavia, se houver arrependimento e séria intenção de deixar o pecado; se houver fé no Senhor Jesus, na Sua morte e ressurreição, ou seja, mudadas as circunstâncias, muda a atitude de Deus, e o homem será salvo. O princípio é este: mudando as circunstâncias, Deus poderá mudar suas atitudes. Lembremo-nos de que Deus é soberano na Sua vontade. Uma casa é um bem imóvel, mas ela poderá nos abrigar dependendo do lado em que estejamos. Dentro dela é o melhor lugar. A mesma coisa não ocorre se estivermos em cima dela ou do lado direito, esquerdo, na frente ou detrás. Estes esclarecimentos são apenas uma ajuda para quem está em dificuldade de compreender como Deus age em determinadas circunstâncias. A verdade é que nunca iremos compreender plenamente os mistérios de Deus e Sua natureza, mas sabemos que Ele é bom e nos ama, e está sempre pronto a socorrer-nos em nossas dificuldades. Todavia, veja o que Ele diz:
"Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e  buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."  2 Cr 7.14"

Deus Não Se Arrepende Como o Homem


Números 23:19 diz: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa”, no entanto, Gênesis 6:6 afirma: “então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isto lhe pesou no coração.” Como entender essas duas passagens? Deus se arrepende ou não?


Normalmente, quando é que você se arrepende de ter feito alguma coisa? Quando você cometeu um erro, não é? É comum alguém dizer: “Fiz algo errado e me arrependo disso”. E por que, normalmente, alguém se arrepende do erro cometido? Porque ele gera consequências desagradáveis. Assim, o arrependimento humano ocorre, na maioria das vezes, por causa de uma falha cometida (pecado) e que gera consequencias ruins das quais nos sentimos arrependidos.
Também é comum ouvirmos pessoas dizendo: “Não me arrependo de ter feito tal coisa, mas não gostaria de ter que passar pelas consequencias que ela gerou”. Essa situação é pior ainda, pois a pessoa não reconheceu que errou e nem se sente triste por ter cometido o erro, apenas lamenta ter que passar pelas consequencias do seu pecado.
O arrependimento de Deus é diferente do arrependimento humano.
DEUS NUNCA ERRA! Se Ele não erra, então não pode Se arrepender, como nós humanos, por algum erro que tenha cometido. Vejamos então cuidadosamente como a Bíblia utiliza a palavra arrependimento referindo-se a Deus.
Em Números 23:19-20 lemos: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá? Eis que para abençoar recebi ordem; ele abençoou, não o posso revogar”. Essas palavras foram proferidas por Balaão e registradas por Moisés. Notem que o verso está dizendo que Deus havia abençoado o povo de Israel e que Ele não iria mudar de ideia  Nada nem ninguém poderiam fazer Deus mudar Seu plano de abençoar o povo. Nesse sentido, Deus não Se arrepende. Ele não muda Sua Palavra. Por mais que os inimigos do povo de Deus tenham tentado através de subornos e artimanhas não conseguiram fazer Deus mudar de ideia  Quando Deus abençoa, Ele não muda. Pode acontecer do homem mudar e colocar-se numa posição que o impeça de receber as bênçãos de Deus, mas Deus não muda Seu propósito de abençoar a humanidade porque Ele nos ama e não muda.
Note que Moisés não está comparando Deus com os homens. Aqui está a chave! DEUS NÃO É HOMEM PARA QUE SE ARREPENDA COMO UM HOMEM. Deus não tem nenhum erro do qual se arrepender.
Ao lermos passagens bíblicas que nos informam que Deus Se arrependeu precisamos levar em conta que o arrependimento divino é totalmente diferente do humano. Quando a Bíblia fala do arrependimento humano usa as seguintes palavras no original: Shubh (hebraico) e metanoéo (grego). Seus significados: mudança de mente (não somente a tristeza pelo pecado), voltar atrás, retornar ao caminho correto. Quando a Bíblia fala acerca do arrependimento divino usa estas: Naham (hebraico) e Metamélomai (grego). Significados: dor, tristeza, pesar, etc.
O arrependimento divino não traz mudança em Seu Ser, mas no Seu modo de tratar o homem. O arrependimento de Deus mencionado na Bíblia pode ter o sentido de mudar de idéia ou estar triste. Em diversas circunstâncias, quando o   povo mudou de atitude e de procedimento abandonando seus pecados, Deus mudou de idéia, isso é, revogou a sentença outrora proferida. Veja algumas passagens bíblicas que ilustram esse ponto:

sábado, 13 de outubro de 2012

Oséias - A Fidelidade no Relacionamento com Deus - Pr. Altair Germano




PALAVRAS-CHAVE- Prostituição (hb. zenunim): adultério, prostituição, devassidão, luxúria, fornicação. No sentido figurado é usada para a prática da idolatria.
- Adultério (hb. na’aph): cometer adultério. - Fidelidade (hb.‘emunah): substantivo utilizado para descrever o caráter verdadeiro e firme de Deus. - Conhecimento (hb.da‘ath): compreensão, saber, discernimento, percepção e noção (cf. Os 4.1 e 6).
- Conhecer (hb. yadha‘): saber, conhecer de maneira relacional e experimental, conhecer no nível interpessoal (cf. Os 6.3; Gn 29.5; Jó 19.13).
INTRODUÇÃO
Oseias iniciou seu ministério profético no final de um período de grande prosperidade material, durante o reinado de Jeroboão II, rei de Israel (2Rs 14.23-27). No campo espiritual as coisas não iam tão bem, contando com a conivência da liderança da nação (2 Cr 27.2; 2 Rs 15.35), que tolerava e apoiava a idolatria, e com isso a prostituição espiritual era fortalecida e perpetuada.[1]
Para se ter uma ideia da gravidade dos pecados da nação, os termos prostituição, adultério e seus derivados aparecem cerca de 23 vezes no livro com conotação espiritual.
No livro do profeta Oseias estão presentes a denúncia dos pecados da nação, a sentença dos juízos de Deus por causa desses pecados, e a promessa de um tempo de restauração por causa da fidelidade do Senhor.
Os juízos de Deus podem ser conferidos conforme os textos de Oseias 1.4-9; 2.9-13; 3.4; 4.3; 4.7-10; 5.1-15; 7.12-14; 8.5-9; 10.5; 12.14; 13.1-3, 12-16. As promessas de restauração são citadas em Oseias 1.1; 2.14-23; 3.5; 6.1-3; 10.12; 14.4-9.
OS PECADOS DE ISRAEL DENUNCIADOS POR OSEIAS
Nos estudos sobre os Doze Profetas Menores será de fundamental importância detectar os erros ou pecados de Israel, e perceber como os tais se reproduzem na vida da Igreja, para que dessa maneira não incorramos na repetição e na insistência tola dos mesmos. Passemos então a uma breve descrição e análise dos fatos:
- Falta de reconhecimento de que foi o Senhor quem fez Israel prosperar (2.5; 13.6). A soberba pode fazer com que creditemos a nossa prosperidade material aos nossos próprios esforços, ou a ajuda de terceiros (namorados), fazendo com que esqueçamos de que o Senhor é a verdadeira fonte de bênção e riquezas materiais e espirituais. Reconheçamos que tudo vem dele, por sua graça e para a sua glória!
- Olhares lascivos para outros deuses (3.1). Dentro da metáfora da prostituição espiritual, que desencadeou a decadência moral e a crise social em Israel, é preciso ter cuidado para o que se olha, para quem se olha e como se olha. Somos diariamente seduzidos espiritualmente e moralmente, e se não vigiarmos poderemos ser atraídos para “outros deuses”, ou seja, para coisas que ocuparão o lugar do Senhor em nosso coração, assumindo a condição de “deus”, dentre as quais podemos citar os bens materiais, a riqueza, a fama, o poder, a imoralidade sexual e outros males. Como diz a canção evangélica infantil: “Cuidado no olhinho no que vê, cuidado no olhinho no que vê, o Salvador do céu está olhando pra você, cuidado no olhinho no que vê”. É preciso voltar o olhar para o Senhor (4.10; Is 45.22, Hb 12.1-2).
- A multiplicação dos pecados morais e sociais (4.2, 10-14). Perjúrios, mentiras, enganos, homicídios, adultérios, prostituição, luxúria, glutonarias, incontinência, bebedices, desobediência, corrupção, etc. A lista aqui se assemelha muito com as obras da carne de Gálatas 5.19-21. Como se pode ver, os tempos mudam, mas os pecados do povo de Deus permanecem os mesmos.A multiplicação dos pecados morais e sociais tem relação direta com o pecado espiritual de rebeldia e insubmissão a Deus (4.12).Os pecados morais e sociais que hoje se avolumam na Igreja são decorrentes do baixo padrão de vida espiritual dos líderes e do povo em geral.
- A soberba e a autoconfiança (7.10; 10.13). Soberba e autoconfiança caminham de mãos dadas. Dos dois sentimentos nasce o autoengano. Quando associamos tudo isso, o que temos são pessoas que resolvem trilhar os próprios caminhos e confiar nas próprias forças. Igrejas, ministérios, pastores, líderes em geral, membros e congregados caíram nos laços da soberba, da autoconfiança e do autoengano, pensando ser quem não são, pensando ter o que não possuem, pensando fazer o que não podem. Fizeram-se deuses, tornaram-se senhores de si mesmos, estabeleceram o próprio caminho a seguir, a própria vontade a obedecer. O juízo de Deus virá sobre os que não se arrependerem dos seus pecados.
- As alianças reprováveis (7.11). A falta de entendimento faz com que se busque na força do poder temporal o apoio aos projetos institucionais e a proteção da nação (povo de Deus). Precisamos discernir e perceber os limites da relação entre a igreja e o Estado, e entre a igreja e as instituições privadas. Em nome do benefício à “obra”, e em nome da preservação do direito do crente enquanto cidadão, nada justifica a negociação de princípios e de valores cristãos.Nada abona a compra e venda de privilégios ou influências com políticos ou empresários. O Senhor é o nosso provedor e protetor, e duvidar disso é duvidar de seu caráter, verdade, bondade e santidade (7.15).
- O problema com uma liderança não estabelecida por Deus e corrompida (8.4; 9.8-9). A declaração é de que “Eles fizeram reis, mas não por mim; constituíram príncipes, mas eu não o soube;” é grave. Nos dias atuais vivemos a mesma realidade. O povo está fazendo líderes para si, desejando com isso que os tais aprovem e apoiem os seus pecados. Os referidos líderes não possuem nenhuma autoridade espiritual, pois não foram estabelecidos pelo Senhor. São líderes que vivem ou apoiam o pecado do adultério, da união homossexual, do divórcio, da injustiça social, da pluralidade religiosa, do liberalismo teológico e outros. Há líderes e igrejas para todos os gostos e desgostos. E o que falar dos profetas na atualidade (Ef 4.11)? Assim como nos dias de Oseias, muitos já perderam a autoridade profética por se venderem por tão pouco, por estarem a serviço de lideranças corruptas e corruptíveis. Há profetas mercenários, que recebem dinheiro ou privilégios para profetizar conforme a conveniência daqueles que pagam os seus salários ou cachês. Dessa forma: “o profeta é como um laço de caçador de aves em todos os seus caminhos, um inimigo na casa do seu Deus”.
- A edificação de palácios e fortalezas (8.14). A segurança de uma instituição cristã não repousa na riqueza e no valor do seu patrimônio físico e material. Chamo mais uma vez a atenção para toda a sorte de abuso e desperdício dos recursos financeiros da igreja na construção de megas catedrais e de outras imponentes edificações. Sem generalismo ou denuncismo algum, com temor e tremor, pergunto aos nossos amados líderes e companheiros: Não estaríamos cedendo às pressões do “mercado” evangélico, onde o esplendor arquitetônico vale mais do que o próprio culto, e o luxo mais do que a simplicidade e a praticidade? Não estamos cedendo à tentação de “eternizar” os nossos nomes através da construção de obras faraônicas, nabucodonosorianas e constantinianas? Não estamos tentando dar demonstrações de força ministerial, mediante uma competição onde quem faz um templo maior e mais luxuoso é quem parece ter e poder mais? Não poderíamos estar canalizando mais recursos financeiros da igreja para a obra missionária e social? Estamos de fato construindo, edificando “palácios e cidades fortes” para a glória de Deus? Que cada líder e igreja faça uso de sua consciência cristã para responder a tais questões.